Audiência do Papa Colégio Português em Roma O Colégio Pontifício Português é um organismo da Conferência Episcopal que acolhe os padres que vão estudar para Roma e que há pouco tempo comemorou o seu centenário. Um desses alunos foi D. José Policarpo que, na qualidade de Presidente da Conferência Episcopal, chefiou a delegação portuguesa na audiência de grande significado com o Papa João Paulo II, ocorrida no passado dia 11 de Janeiro. A delegação era ainda constituída pelo reitor, vice-reitor e director espiritual do Colégio, por todos os alunos que lá estudam neste momento e pela comunidade das irmãs Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora das Vitórias, que serve o Colégio há 27 anos. No discurso que proferiu nesta ocasião, João Paulo II lembrou a visita que fiz ao Colégio, há 18 anos, associou-se “ao vosso louvor a Deus pelos cem anos desta Instituição e renovo a esperança nela deposta pelos meus Predecessores, a começar do Papa Leão XIII que, pelo Breve Rei Catholicæ apud Lusitanos de 20 de Outubro de 1900, instituiu o Pontifício Colégio Português”. Falando dos 867 alunos que já passaram por essa casa, “a grande maioria deles sacerdotes que se revelaram pastores esclarecidos e zelosos”, João Paulo II deixou claro que “Roma ajudou a consolidar neles uma mentalidade universal e católica com as linhas essenciais da acção a desenvolver, quando mais tarde, impregnados de um autêntico espírito apostólico, colocavam ao serviço da evangelização o saber acumulado”. O Papa concluiu exortando a “progredir, sem desfalecimento, na formação cristã e sacerdotal, apostólica e cultural, que a Igreja espera de vós” ressalvando que esta Instituição é um “ponto de ligação da Roma católica com os vossos países, testemunho vivo da dedicação e fidelidade dos mesmos a esta Sé de Pedro”. Antes, o Cardeal Patriarca de Lisboa agradeceu a João Paulo II a prontidão com que os recebeu, um sinal do apreço que o Papa tem pela igreja de Portugal: “a visita de Vossa Santidade à nova sede do colégio, em 12 de Janeiro de 1985, constitui um ponto alto na manifestação dessa solicitude dos Sumos Pontífices. Assim interpretamos, também, a prontidão com que Vossa Santidade aceitou receber-nos hoje, o que consideramos também como mais uma manifestação pelo amor de Vossa Santidade pelo povo português e pelas igrejas de Portugal”.

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