Atravessar e encontrar sentido no luto, com Francisco Ferreira – Emissão 29-10-2026

Ninguém escolhe lidar com a morte, mas pode-se escolher a forma como se vive o luto. Francisco Ferreira escolheu atravessá-lo, não o esconder, e partilhar o que a perda do pai, há um ano atrás, e o lidar com a fragilidade crescente do seu progenitor marcou a vida do jovem de 19 anos.

O processo de doença não foi só um caminho do seu pai: aos 11 anos Francisco teve de lidar com a comunicação feita através de um botão – decorrente de uma intervenção para retirar as cordas vocais; quando anos mais tarde, a doença oncológica apareceu, o jovem adolescente – que gostava de viver a vida entre amigos – acertou as agulhas dos seus dias e passou a valorizar as palavras – as que escrevia para si como forma de se perceber, e as que partilhava com o pai em forma de poema e de amor.

O estudante de Matemática diz que a família foi a sua primeira escola de partilha e que foi o pai que ensinou que na dor, haveria também amor se este fosse partilhado. Há um ano lida com a ausência e com as memórias do pai, que não se dividem no antes e no depois da doença – as memórias multiplicam-se, porque nasceram de um amor onde não há lugar para despedidas.

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