Apelos à tolerância na relação com o Islamismo

A presença crescente do Islamismo nos países ocidentais tem gerado um misto de sentimentos, entre a tolerância e o medo, situação agravada pelas consequências dos atentados do 11 de Setembro no imaginário colectivo.

A Igreja Católica na Europa tem lançado vários apelos em favor da tolerância e de uma relação pacífica entre culturas e religiões, o último dos quais através da Comissão das Conferências Episcopais da UE (COMECE), a qual deixou uma palavra de preocupação pelos últimos acontecimentos na Holanda, relativos ao assassinato de Theo van Gogh, afirmando claramente que “as crenças ou ideologias religiosas não legitimam, nunca, a violência”.

Os Bispos católicos na Holanda, após esse episódio e os subsequentes ataques a igrejas e mesquitas no país, apelaram ao entendimento inter-religioso e lembraram que o Islão “apenas prega a paz” numa carta aberta à sociedade holandesa.

O imã da Mesquita de Lisboa, David Munir, lamentou ontem em Lisboa que esteja a ser cultivada uma “imagem péssima do Islão” em todo o mundo, colocando todos os muçulmanos sob suspeita permanente. “Ser muçulmano no Ocidente não é fácil. Desde o 11 de Setembro que todos os muçulmanos passaram a ser talibãs e bombistas e dá-se uma imagem péssima do Islão, que é uma religião pela paz”, disse o xeque Munir.

No final do último Ramadão, o Vaticano enviou uma mensagem aos muçulmanos, apelando para que, em conjunto, protejam os grandes valores humanos.

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