Patriarca emérito destaca dimensão interior da iniciativa

Lisboa, 22 nov 2013 (Ecclesia) – D. José Policarpo, patriarca emérito de Lisboa, considera que o balanço “real” do Ano da Fé convocado por Bento XVI e continuado pelo Papa Francisco, vai ser visível na forma como os cristãos vão agora viver o “desafio da fé”.

“Vai encerrar o ano da Fé, vai começar o desafio da fé”, refere D. José Policarpo.

“Que ninguém pense que isto acabou, o balanço real do que significou este Ano da Fé só Deus o tem porque passa pela dimensão secreta, silenciosa, com que foi vivido no coração dos crentes”, desenvolve o patriarca emérito de Lisboa, em entrevista à Rádio Renascença.

O Ano da Fé termina este domingo, Solenidade de Cristo Rei, e a avaliação possível limita-se “às atividades coletivas”, segundo D. José Policarpo, para quem esta iniciativa serviu para “levar um grupo maior de pessoas a tomar consciência que a sua fé é uma coisa maravilhosa mas muito difícil”.

Este ano especial “trouxe uma frescura surpreendente”, considera o cardeal português, que fala em “sinais de esperança” e entende que não se deve julgar “o mundo todo com o mesmo adjetivo”.

“Só pode ler os sinais dos tempos quem está inserido na sociedade com amor e com uma perspetiva que Jesus Cristo me comunica”, assinala D. José Policarpo que confidencia a sua experiência: “O resultado é dialético porque os sinais que eu deteto são contrassinais”.

Sobre a participação de cristãos na política, que considera que “não pode ser uma profissão” mas “uma missão”, o cardeal explica que há muita gente com “amor à justiça e amor à verdade, cristãos praticantes e não praticantes e que fazem o melhor que podem” e alerta que “para além de haver generosidade, tem de haver competência”.

RR/CB/OC

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