Amar como Jesus nos ama

«Disse Jesus aos seus discípulos: Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

São palavras da segunda parte do Evangelho deste quinto domingo do tempo pascal, a identificar os seguidores de Cristo no amor, na capacidade de amar até ao dom total da vida.

Jesus não inventou o amor. Os homens e as mulheres não esperaram que Jesus viesse para saber o sentido da palavra «amor» e do verbo «amar». Aliás, o mandamento de «amar o seu próximo como a si mesmo» encontra-se já no Livro do Levítico do Antigo Testamento.

Então, como compreender a novidade do testamento final de Jesus? Ele próprio nos dá a chave: «Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros». Só olhando para Jesus saberemos como Ele nos ama. A sua vida concretiza esta palavra, o que está para além do que podemos fazer humanamente.

Amar é também perdoar setenta vezes sete, sem qualquer limite ao perdão. «Amai os vossos inimigos e rezai pelos vossos perseguidores… Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem». Jesus amou até ao fim, até à plenitude do amor cuja fonte é o seu Pai.

A maneira de Jesus nos amar ultrapassa a nossa maneira de amar. O amor que Ele nos convida a viver entre nós é mesmo novo!

Jesus não nos diz: «Eu amei-vos. Agora, desenrascai-vos, fazei esforço para Me imitar!» Ele diz-nos: «Como Eu, que vos amo e vos dou o amor infinito do Pai, deixai-vos amar, como uma criança que se deixa tomar nos braços da sua mãe e do seu pai. Vinde a Mim. Àquele que vem a Mim, não o abandonarei. Então, poderei derramar sobre vós a força do próprio Amor que é Deus. Assim, encontrareis a força para ir além das capacidades humanas, podereis, dia após dia, aprender a amar-vos como Eu vos amo».

Ao longo desta semana, vamos encontrar certamente homens, mulheres, jovens, crianças, a começar pelos que estão em nossa casa e bem ao nosso lado. Como cristãos, somos convidados a amá-los «como» Jesus, sem fingimentos, de maneira gratuita e sincera, dando-nos a eles com o melhor de nós mesmos.

Neste mesmo tom podemos revisitar a exortação apostólica «A Alegria do Amor» do Papa Francisco e os textos que nos preparam para o Encontro Mundial das Famílias no próximo mês sobre o tema «O Amor na família: vocação e caminho da santidade». Dão-nos indicações preciosas para renovar o amor na família como comunidade de vida, de amor e de fé, sempre à maneira de Jesus.

A nossa vida de batizados no amor de Deus deve ser sinal no meio da descrença e da indiferença do mundo. Todos verão que somos discípulos de Cristo, segundo o amor que tivermos uns para com os outros. Seguir Cristo é amar como Jesus nos ama.

Manuel Barbosa, scj
www.dehonianos.org

 

Partilhar:
Share