Algarve: Diocese está a recuperar edifício do seminário de problemas que afetavam «inquestionavelmente a vida comunitária»

Padre António de Freitas destacou também construção de ala sacerdotal, falada «em tantos Conselhos Presbiterais»

Foto: Folha do Domingo

Faro, 26 mar 2026 (Ecclesia) – A Diocese do Algarve está a requalificar o Seminário de São José, em Faro, e o reitor apresentou ao clero a renovação “urgente”, porque os problemas afetavam “a vida comunitária”, a Cúria, o jornal diocesano e serviços pastorais.

“Dotou-se o Seminário de um sistema híbrido de fontes energéticas, no que ao aquecimento da água e outros. Tudo está preparado para que se use gás ou eletricidade, conforme aquilo que mais compense financeiramente”, disse o padre António de Freitas, ao clero diocesano, no Dia de São José, padroeiro do seminário, citado, esta quarta-feira, pelo jornal ‘Folha do Domingo’.

O reitor do Seminário de São José salientou que a “eficiência energética” aliada à eficiente gestão dos recursos financeiros foi sempre uma prioridade nestas obras, por isso, “desde os banhos nos quartos, ao uso de água quente na cozinha, passando pelos fornos, e pelas máquinas de lavar e secar roupa, podem ser com recurso a gás como a eletricidade”.

As últimas obras no Seminário diocesano de Faro foram realizadas na década de 1980, e este plano das obras, que começaram em julho de 2024, está a dotar o edifício de um novo sistema sanitário e de canalização, um novo sistema elétrico, e foi aprovado pelo Conselho Económico da diocese.

“Procurou-se retirar, no máximo do que nos foi possível, toda a canalização do interior das paredes e do chão, fazendo passar toda a tubagem pelo espaço que fica entre o teto falso e o teto original do Seminário, evitando infiltrações e humidades, e tornando mais fácil o acesso ao mesmo, no caso de algum problema, sem termos de partir paredes ou chão”, realçou o sacerdote.

Segundo o reitor, nas casas de banho inverteram, “quando possível, a passagem da canalização, deixando de usar as paredes do século XVIII”, para as paredes em tijolo dos anos 80, porque os tubos de água quente originaram “o apodrecimento de parte dos barrotes em madeira que estruturam a gaiola pombalina de que são feitas as paredes das várias divisões dos quartos”.

O padre António de Freitas contabilizou que cinco quartos estavam “inutilizados porque ou chovia, ou os canos tinham rebentado, ou o chão tinha levantado”, e, agora, cada quarto tem “um chão novo para ser resistente à água; um teto falso novo; iluminação LED, por uma questão de eficiência energética, e passou de duas para cinco tomadas”.

As casas de banho que também foram renovadas têm “mais espaço de arrumação e um poliban maior”, a maioria das portas “estava a apodrecer devido à humidade”, para além da “necessidade de pintar janelas e portadas”.

Nestas obras de requalificação do Seminário algarvio de São José, estão a “usar materiais leves e de fácil remoção”, para “evitar sobrecarregar o primeiro andar de um peso para o qual a sua conceção estrutural não está preparada”, e para que alterações futuras possam ser “muito mais fáceis, menos dispendiosas e mais rápidas”.

Já a renovação da cozinha e dos espaços adjacentes de lavandaria, dispensas e refeitórios, que passaram de três a quatro – principal, da comunidade do seminário, dos funcionários, e um novo até 15 pessoas – , motivou “grandes dores de cabeça, maior atraso”, e “maior gasto financeiro”, para colocar a nova tubagem de água e gás tiveram de tirar “as lajes de pedra do século XVIII”, que estavam debaixo do chão nos anos 40.

O padre António de Freitas, no encontro com o clero, no dia 19 de março, destacou também que dotaram o seminário “de uma ala sacerdotal, que já se tinha falado em tantos Conselhos Presbiterais”, reconverteram “toda a ala sul” e de cada três quartos fizemos uma suite: “escritório/sala, com quarto e casa de banho, com sistema de alerta em caso de queda ou alguma emergência, as medidas e materiais adequados a pessoas com mobilidade reduzida ou utilizadores de cadeiras de rodas”.

As obras de renovação do Seminário da Diocese do Algarve, que começaram em julho de 2024, continuam com a aplicação de um novo piso exterior, circundante ao campo de futebol, o arranjo de uma das claraboias no corredor principal, por onde entra água, e a recuperação da biblioteca/sala de estudo, informa o jornal ‘Folha do Domingo’.

CB/OC

Foto: Samuel Mendonça/Folha do Domingo; Martim Laranjeira, João Palma, Alexandre Soares, Ivandro Ferreira, Elias Manuel, Edson Sarmento, Tomás Francisco, Amós Miguel, António Oliveira (esqª para dirª:)

A Diocese do Algarve tem neste ano letivo quatro seminaristas, um no Seminário de São José, em Faro, a frequentar o ano propedêutico, após a conclusão do 12º ano, o Tomás Francisco, do Vicariato da Pedra Mourinha (Portimão); este Seminário Menor mais oito seminaristas, três da Diocese de Baucau, em Timor, dois da Diocese moçambicana de Tete, um de Angola, da Diocese de Caxito, mais dois de dioceses portuguesas, Beja e Évora.

No Seminário Maior, em Évora, a frequentar o Instituto Superior de Teologia de Évora (ISTE), estão os outros três estudantes algarvios, no primeiro ano, João Calé (Albufeira) e Nuno Fernandes (Lagos), e, no segundo ano, André Fonseca (Portimão).

A equipa formadora do Seminário de São José é constituída pelo reitor, o diretor espiritual, o padre franciscano Bruno Peixoto, e o prefeito, o padre Samuel Camacho.

 

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