Militantes da Juventude Agrária e Católica Rural estão reunidos em Ribamar da Lourinhã, na diocese de Lisboa

Lourinhã, 26 ago 2011 (Ecclesia) – Os jovens católicos europeus que estão em Portugal a participar num encontro sobre “desenvolvimento sustentável das zonas rurais” não compreendem o abandono a que está sujeito um setor “com tantos recursos”.

Esta posição foi transmitida hoje à Agência ECCLESIA por Ana Silva, do Movimento Internacional da Juventude Agrária e Rural Católica (MIJARC), entidade que reuniu esta semana cerca de 40 militantes na Casa do Oeste, em Ribamar da Lourinhã, diocese de Lisboa. 

“Depois de verem o que se passa nesta zona do país, onde existem tantas riquezas naturais que podem ser aproveitadas, os jovens até se mostraram surpreendidos com a falta de investimento do nosso Governo”, realça a secretária europeia daquele organismo.

Este “intercâmbio internacional”, que se prolonga até sábado com o apoio do Programa Europeu Juventude em Ação, tem possibilitado a “partilha de experiências” e o “reforço do sentido de cidadania” entre jovens provenientes de Portugal, França, Bélgica, Alemanha, Bulgária, Polónia e Hungria.

Para Ana Silva, “o importante é que os eles percebam que podem trabalhar em conjunto, para assim levarem a cabo projetos completamente diferentes, sobretudo ao nível de uma utilização mais sensata dos recursos naturais”.

No meio de encontros e palestras, que contaram com a participação de alguns responsáveis políticos do concelho da Lourinhã, os mais novos tiveram ainda a oportunidade de tomar parte em diversas visitas de estudo ao longo da diocese de Lisboa.

“Fomos até ao Parque de Energias Renováveis, em Loures, ao Museu da Água em Lisboa, e à Quinta da Regaleira, em Sintra, uma quinta de agricultura biológica”, revela a responsável da MIJARC.

Hoje, uma parte do dia foi reservada a uma aula de surf, em Peniche, numa perspetiva de “destrói as ondas e não as praias”. 

O Movimento Internacional da Juventude Agrária e Rural Católica, criado em 1954, está atualmente presente em mais de 60 países de quatro continentes, através das diversas delegações da Juventude Agrária Rural e Católica (JARC).

Tem como principais objetivos “formar novos homens para a construção de uma sociedade mais justa, humana e solidária”; trabalhar em ações concretas para promover a vida e a participação dos jovens nas áreas rurais; e representar a juventude católica rural diante das instituições sociais e da opinião pública”.

JCP

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