Participantes vão rezar pela defesa e cuidado da vida humana, desde a «gestação até à morte»

Ponta Delgada, Açores, 25 fev 2020 (Ecclesia) – Os ranchos de romeiros vão começar a percorrer as estradas da ilha açoriana São Miguel, na madrugada do próximo dia 29, nas romarias quaresmais, com um pedido do bispo diocesano para rezar pela defesa da vida humana.

Os participantes nesta iniciativa tradicional, no tempo de preparação para a Páscoa, estão interpelados por D. João Lavrador a rezar “pela vida humana para que seja cuidada e defendida em todas as fases, desde a gestação até à morte natural”.

Aos 55 ranchos, mais ou menos 2500 homens, que este ano sairão na Quaresma, o bispo de Angra deseja que as romarias “decorram bem, sejam tempo de santificação pessoal e comunitária” e deixa outras intenções como seja a oração pelos “sacerdotes, vocações, famílias, crianças e jovens, doentes e excluídos”.

Às intenções do bispo diocesano somam-se as intenções particulares que cada romeiro leva consigo e todas aquelas que à passagem pelas comunidades vão recebendo, através do Procurador das Almas, explica o portal ‘Igreja Açores’; também os romeiros das ilhas Terceira e Graciosa seguirão estas intenções.

As romarias quaresmais de São Miguel completam 500 anos em 2022; segundo a tradição, tiveram origem na sequência de terramotos e erupções vulcânicas registados no século XVI na ilha, que arrasaram Vila Franca do Campo e causaram grande destruição na Ribeira Grande.

Os ranchos tradicionais, onde só homens podem participar (surgiram entretanto romarias de mulheres, mas na maioria duram apenas um dia), são organizados e devem cumprir um percurso, sempre com mar pela esquerda, passando pelo maior número possível de igrejas e ermidas de S. Miguel.

OC

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