Teólogo assinalou que famílias, jovens e idosos são «três coletivos decisivos na grande mudança a que a Igreja é desafiada», pelo Papa Francisco

Ponta Delgada, Açores, 05 mai 2022 (Ecclesia) – O teólogo Juan Ambrósio, professor universitário, afirmou que “o bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da Igreja”, explicando que a família “é a expressão da sinodalidade”, falando em Ponta Delgada, na Diocese de Angra.

“A família cristã mostra a verdadeira nobreza da Igreja, seja destacando o valor do amor entre esposos mas também entre irmãos”, disse o conferencista, inspirado na primeira palestra do congresso pastoral que se vai realizar em junho, em Roma, durante o Encontro Mundial das Famílias, informa o portal ‘Igreja Açores’.

‘Igreja Doméstica e Sinodalidade’ é o tema de três conferências que Juan Ambrósio está a apresentar nos Açores, a convite do Serviço Diocesano da Pastoral Familiar de Angra.

O professor universitário – Universidade Católica Portuguesa (UCP) – explicou que o percurso sinodal proposto pelo Papa Francisco tem de envolver as famílias, simbolizam a expressão da comunhão e as famílias podem ser um instrumento precioso no combate a uma certa autorreferencialidade da Igreja.

“A família ocupa um papel fundamental no ecossistema de Francisco; O bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da Igreja”, salientou o teólogo, afirmando que a Pastoral da Família “é um dos pulmões da vida da Igreja”.

Juan Ambrósio assinalou que a sinodalidade “não é apenas uma metodologia” mas “é um modo de ser” e implica corresponsabilidade, “olhar para os problemas reais do mundo a partir do lugar onde cada um se encontra”.

Segundo o especialista, as famílias, os jovens e idosos são três coletivos “decisivos na grande mudança” a que a Igreja é desafiada pelo Papa”, acrescentando que os quatro grandes sonhos deste pontificado estão presentes nos vários documentos de Francisco.

“Hoje precisamos de uma conversão pastoral, cultural, ecológica e sinodal: Tudo isto desemboca num sonho de Francisco”, acrescentou, observando que “não se trata de converter toda a gente”, mas proporcionar a todos “a experiência de um mundo novo com sabor a Evangelho, ser misericórdia, ser santo, ser cuidador”.

Para Juan Ambrósio, se depois do sínodo 2021-2023 “ficar tudo na mesma” é a própria credibilidade cristã das comunidades “que fica em causa” porque “não pode ficar tudo na mesma”, alertou, indicando também a importância do ‘Pacto Educativo Global’ para este processo.

“Temos de ser capazes de colocar as pessoas no centro, ouvir as pessoas mais novas, promover a mulher, responsabilizar a família, abrirmo-nos ao acolhimento, renovar a economia e a política e cuidar da casa comum”, explicou.

O percurso para a celebração do Sínodo está dividido em três fases, entre outubro de 2021 e outubro de 2023, passando por uma fase diocesana, que está a decorrer até 15 de agosto de 2022, e outra continental, que dará vida a dois instrumentos de trabalho diferentes distintos, antes da fase definitiva, ao nível mundial.

O sítio online ‘Igreja Açores’ informa que o professor Juan Ambrósio, que acompanha o grupo de professores de Educação Moral e Religiosa Católica da Diocese de Angra que estão em formação, vai proferir a mesma conferência, a terceira e última, no dia 11 de maio, no Centro Pastoral das Fontinhas, na Ouvidoria da Praia da Vitória, na ilha Terceira.

CB/OC

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