Sacerdote sobre o qual recaem as suspeitas «colocou-se, de imediato, à disposição» para esclarecer este assunto

Faro, 25 nov 2021 (Ecclesia) – A Diocese do Algarve afirma que está a fazer tudo “para apurar a verdade” sobre um alegado abuso sexual a um menor cometido por um sacerdote, afirmando que nunca recebeu denúncias do caso divulgado na televisão ou qualquer outro.

“Nem antes, nem depois da emissão do programa televisivo da TVI ‘Goucha’, de 6 de outubro de 2021, chegou à Diocese do Algarve qualquer denúncia deste, ou de qualquer outro caso de abusos”, lê-se num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

O bispo do Algarve convocou uma reunião da Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis, após as declarações divulgadas na televisão sobre um “alegado abuso sexual a um menor cometido por um presbítero”, “há mais de trinta anos”.

D. Manuel Quintas, após o parecer dos especialistas da referida comissão, comunicou o caso à Congregação da Doutrina da Fé (Santa Sé), deu conhecimento ao Ministério Público da Comarca de Faro, e determinou a realização de uma investigação prévia, nos termos canónicos.

A Diocese do Algarve adianta que o sacerdote acusado de abuso sexual “colocou-se, de imediato, à disposição” para esclarecer este assunto.

Sobre a pessoa que divulgou este caso acrescenta que é desconhecida na diocese e só através das informações do programa de televisão e “unicamente” por sua iniciativa foi possível “estabelecer um primeiro encontro”.

A Diocese do Algarve assinala também que a instituição onde alegadamente aconteceram os abusos, referida no programa da TVI, “não tem, nem nunca teve, qualquer ligação à diocese e à Igreja Católica”.

O comunicado explica que esta Igreja local está a fazer tudo para “apurar a verdade” e pede que se preserve “o bom nome de todos os intervenientes neste caso”, a alegada vítima, o alegado abusador e da própria diocese.

A Comissão para a Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis da Diocese do Algarve foi criada a 9 de junho de 2020, e é constituída por um canonista (coordenador), um procurador da república, um pedopsiquiatra, um juiz de direito e um especialista em comunicação social.

CB

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