Os capelães hospitalares da diocese de Lisboa estiveram reunidos, dia 14 de Outubro, com D. José Alves, Bispo Auxiliar de Lisboa e responsável do sector evangelização e sociedade do Patriarcado para debater alguns pontos relacionados “com a formação dos próprios e dos colaboradores dos capelães” – disse à Agência ECCLESIA D. José Alves. Ao nível das prioridades no mundo hospitalar, o prelado adianta que “estas englobam os profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos) e os doentes, incluindo os familiares”. A capelania do hospital deve “atender também à família dos doentes e a inserção destes na paróquia”. Num universo de 40 capelães na diocese de Lisboa, a reunião contou somente com metade destes evangelizadores, apesar de – refere D. José Alves – “o mundo hospitalar ser um filão a explorar ao nível da evangelização”. E avança: tem muitas potencialidades e precisamos de investir muito das nossas energias”. Um ambiente que requer “muita criatividade e sensibilidade” porque “é uma situação especializada e particular”. A diocese de Lisboa tem alguns hospitais que são “maiores que muitas paróquias”. Uma situação que requer uma preparação “específica” por isso “temos alguns cursos de formação”. O ideal seria que um capelão, antes de ser nomeado, pudesse “ter um curso que o preparasse para essa actividade” mas “nem sempre isso é possível”. A humanização do hospital deve “ter um contributo especial do capelão hospitalar”. Razão pela qual “estamos a explorar a relação pessoal” entre os intervenientes no hospital porque esta “é a base da evangelização e da terapia”. No futuro “queremos estabelecer uma relação entre as capelanias e as paróquias” – finaliza D. José Alves.
