A Evangelização na era digital

A Evangelização na era digital A Igreja pode dispor de espaços com maior autonomia e liberdade na Internet do que noutros meios, pelas possibilidades de comunicação global, e mostra-se aberta às novas linguagens da cultura mediática. Esta é uma das conclusões do I Congresso Continental Igreja e Informática, celebrado de 2 a 5 de Abril na cidade mexicana de Monterrey. Esta organização do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais e do Conselho Episcopal da América Latina tinha como tema “Rumo a uma rede humana de respostas e ajudas”. As conclusões que os participantes no Congresso apresentaram constatam “um processo acelerado de mudança cultural” na nossa sociedade que deriva da “rápida evolução das tecnologias digitais da informação e da comunicação”. Novas formas de relacionar-se, agir e interagir que permitem falar de “um tempo de razão em mutação e velocidade vital”. Este contexto lança desafios à evangelização nos nossos dias, numa cultura de que a Internet é a mostra, referem os congressistas. “O Evangelho deve continuar a estar no centro da comunicação e dos seus meios, apresentado-se à cultura digital como a grande alternativa para o futuro do homem e como ponto de referência para a renovação da sociedade”, pode ler-se no texto final. A diversidade e pluralidade das culturas juvenis é abordada a partir do conceito de Educomunicação, afastando-se da ideia de comunicação como “poder” e “fortalecendo a atitude crítica perante o conhecimento, a história e a cultura”. O uso das novas tecnologias deverá ser orientado, dessa forma, “por uma cultura de reconciliação e de comunhão interpessoal, que leve a uma cultura de diálogo, encontro e solidariedade”. A presença da Igreja da Internet deve-se pautar, ainda, “por um grande profissionalismo”, impulsionado pelo desejo de excelência e máxima interactividade. A Igreja da América Latina é, neste campo, um exemplo na aplicação das novas tecnologias, com a sua RIIAL(Rede Informática da Igreja na América Latina). A era digital foi entendida como plena de potencialidades para “a transmissão de valores e atitudes positivas para a pessoa”, pelo que os congressistas defendem “o fortalecimento de planos educativos e o estudo de alianças estratégicas com outros organismos, para obter respostas e ajudas para formar o espírito comunicativo”. Como propostas concretas de acção fica a criação/consolidação de “secretariados de Informática” no âmbito das Conferências Episcopais, o desenvolvimento de software para a Igreja, acções de sensibilização para a importância da informática na nova Evangelização e a criação de uma estrutura que englobe os organismos ao serviço da comunicação social. Conhecimento da realidade eclesial, formação técnica, permanente actualização e capacidade e trabalhar em equipa são as características consideradas indispensáveis para o sucesso destes projectos.

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