A Igreja Católica na Costa do Marfim lançou este fim-de-semana um alerta sobre a situação de crise política no país, que considera “cada vez mais dividido”, “Este é um país no qual não se consegue instaurar a paz”, referem à agência Fides, do Vaticano, fontes católicas em Bouaké. Segundo os religiosos no local, centro da região controlada pelos rebeldes das chamadas “Forças Novas”, no norte do país, todas as partes afirmam querer respeitar os acordos de Marcoussis e de Acra, assinados em Julho de 2004, “mas cada um interpreta-os à sua maneira”. Dois anos já passaram desde a assinatura do acordo de Marcoussis, nome da localidade francesa onde, a 24 de Janeiro de 2003, foram subscritos os acordos para colocar fim à guerra civil eclodida em Setembro de 2002.O Presidente Laurent Gbagbo afirma ter respeitado os acordos assumidos e que agora cabe aos rebeldes desarmarem-se. Do outro lado, os rebeldes consideram que o desarmamento neste momento é impossível e que o Presidente quer impor a lei da força. O país está dividido em duas partes, uma das quais, o nordeste, está nas mãos de uma série de grupos rebeldes que se reuniram sob o nome de “Força Nova”.
