O presidente da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), D. Geraldo Majella, manifestou-se contra qualquer projecto de lei que permita fazer pesquisas com células estaminais embrionárias, denunciando que alguns cientistas “vendem ilusões a uma lista de portadores de doenças graves, como se, aprovada a lei, imediatamente pudessem fazer terapias eficazes”. “A descoberta das chamadas células-tronco foi uma conquista da ciência, mas também existem cientistas que, por interesses comerciais, vendem ilusões sobre futuros tratamentos”, advertiu. Para o presidente da CNBB, o caminho passa pela pesquisa a partir de células-tronco adultas e qualificou como um “horror” o desenvolvimento de embriões fertilizados in vitro para serem utilizados com fins “terapêuticos”. “É mais um dos horrores produzidos nesse ambiente de sofisticação tecnológica, que mobiliza grandes recursos e proporciona lucros fabulosos”, acrescentou. Nesse sentido, a “Canção Nova”, comunidade católica que tem como objectivo principal a evangelização através dos meios de comunicação, está a promover no Brasil um abaixo-assinado – que se poderá tornar um Projecto de Lei de iniciativa popular – para proibir a manipulação de embriões humanos em pesquisas e também a ampliação da prática do aborto. O objectivo da iniciativa é recolher 1 milhão de assinaturas.
