O candidato pró-russo Viktor Ianukovitch foi anunciado como vencedor das eleições presidenciais ucranianas com 49,42% dos votos, mas a diferença que o separa de Viktor Iuchtchenko, pró-ocidental, é de menos de 3%. Observadores internacionais e representantes católicos ucranianos mostram-se preocupados com a hipótese de fraude eleitoral. Viktor Iuchtchenko partiu com uma vantagem tangencial na primeira volta das eleições presidenciais que estão a decorrer na Ucrânia. Os resultados que foram anunciados a 10 de Novembro atribuíram-lhe 39,87% das votações, ao passo que o seu opositor teve apenas menos 0,55% de votos. Na final da segunda volta, Ianukovitch, o candidato apoiado por Moscovo e pelo presidente cessante Léonid Kutchma, passou a liderar com uma diferença de 3% sobre Iuchtchenko. De acordo com a agência Interfax, Andrei Kotchtkov, representante dos observadores internacionais que estão a monitorizar as eleições, denunciou terem ocorrido violações “numerosas e bastante sérias”, nomeadamente intimidações e pressões sobre os elementos das comissões eleitorais. Para o vice-reitor da Universidade Católica Ucraniana de Lviv, Myroslav Marynovych, existiram durante a primeira volta “graves violações dos direitos eleitorais” que “distorceram toda a campanha política”. Em entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre, o académico ucraniano acusou o Governo do Presidente Léonid Kutchma de recorrer a “manipulações e falsificações” e de pressionar de forma imoral as populações para que votassem em Ianukovitch. Num apelo aos meios de comunicação internacionais, Myroslav Marynovych pedia: “Por favor, peçam aos vossos Governos que façam pressão para que as eleições na Ucrânia sejam verdadeiramente democráticas e justas”. O Bispo Auxiliar de Ternopil-Zboriv, D. Vasyl Semeniuk, referiu na semana passada à Ajuda à Igreja que Sofre que todos os católicos ucranianos estavam a rezar para que as eleições presidenciais fossem “honestas, transparentes e verdadeiras”. Após o anúncio da vitória de Ianukovitch milhares de pessoas saíram para as ruas de Kiev, protestando contra a alegada fraude eleitoral. A oposição fez apelos à grave e à realização de bloqueios nos aeroportos e estações de caminho-de-ferro. Fundação Ajuda à Igreja que Sofre
