Mariologia e piedade popular

Reflrexão do bispo da Madeira “A pastoral deve encontrar um equilíbrio entre a apresentação da verdade da fé sobre Maria e a piedade popular, rica de expressões e sentimentos de ternura” – sublinha D. Teodoro de Faria, bispo do Funchal, no último suplemento «Pedras Vivas» do Jornal da Madeira. E adianta: “uma procissão de velas, ou peregrinação a um santuário atrai os fiéis, o «caminho da beleza» é sempre mais sugestivo, agradável e pode facilmente degenerar em atitudes censuráveis. O caminho da verdade é mais árduo, mas necessário para evitar conflitos e distorções que, na Madeira, felizmente, raramente apareceram na piedade popular”. No mesmo artigo o prelado madeirense refere que este ano, o Prémio «René Laurentin – Pro ancilla Domini» (em honra da serva do Senhor) fora concedido a uma mulher, a professora Cettina Militello, conhecida teóloga italiana e professora da mesma Faculdade onde lecciona teologia. Com a notícia, D. Teodoro de Faria ficou “emocionado porque revi o Curso de Mariologia que ali frequentei, e onde tive como professor o insigne estudioso Padre René Laurentin, jornalista do Fígaro de Paris, mas principalmente um dos maiores peritos sobre Nossa Senhora que, além da exegese bíblica, se dedicou ao estudo das aparições da Virgem Maria e deu fama internacional aos acontecimentos de Medjugorie”. Cinco grandes nomes de professores e estudiosos de Mariologia já receberam o prémio, que é concedido de dois em dois anos, e, agora, foi concedido a uma mulher, “que aprendeu a olhar para Maria com olhos de mulher”. Num tempo de promoção da mulher, também na estrutura eclesial, a professora Militello, abre o «caminho feminino» no estudo da Mariologia, tendo em conta a condição feminina da Mãe do Senhor e das mulheres que intervieram na história da salvação.

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