Wangari Maathai, profeta dos nossos tempos

A Nobel da Paz de 2004, Wangari Maathai, era até à manhã de hoje uma perfeita desconhecida para milhões de pessoas, mas não para os promotores das Comissões Justiça e Paz da Igreja Católica A militante ecologista queniana fazia parte da lista de “profetas contemporâneos” que os religiosos e missionários da “Rede Fé e Justiça Europa-África” (AEFJN) apresentavam à Igreja de todo o mundo.

O coordenador da “antena” portuguesa desta organização, Pe. José Fernando Martins, explica à Agência ECCLESIA que Maathai “é um exemplo, sobretudo por ser uma mulher de luta”.

Wangari Maathai, fundou em 1977 o “Green Belt Movement” (Movimento Cintura Verde), o principal programa de plantação de árvores em África destinado a promover a biodiversidade dando, ao mesmo tempo, emprego às mulheres. “A causa ecológica é um aspecto importante da paz porque, quando os recursos rareiam, lutamos para os conseguir”, afirmou Maathai em declarações à televisão estatal da Noruega, NRK. Esta é a primeira vez que o prémio é entregue a uma mulher africana, o que para o Pe. José Fernando Martins “tem um significado enorme, seja pelo que isso representa para a causa ecológica, seja para a África”.

“Penso que esta chamada de atenção vai fazer com que apareçam novas pessoas para a luta, que outros se entusiasmem”, disse. A Rede AEFJN foi criada por 40 institutos missionários, com o objectivo de tirar a África do esquecimento e levar os religiosos a pressionar a União Europeia para favorecer o seu desenvolvimento.

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