João Paulo II recebeu hoje o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, a quem pediu que “se favoreça o espírito de diálogo e tolerância” na sua ruegião. Esta foi a primeira vez que o líder paquistanês foi recebido pelo Papa. O Paquistão é acusado pela Igreja local de não respeitar a Liberdade Religiosa e durante o ano transacto verificaram-se numerosos episódios de intolerância. Grupos de fundamentalistas islâmicos foram responsáveis por homicídios, ameaças de morte, falsas acusações e ataques organizados contra lugares de culto e casas de fiéis de minorias, com o pretexto de terem violado o artigo 295 do Código Penal relativo ao “crime de blasfémia”, aplicável contra quem vilipendiar o Islão ou insultar Maomé. Nos últimos anos os cristãos solicitaram várias vezes em vão a abolição deste crime mas não se confirmou a promessa do Presidente, o general Pervez Musharraf, de rever esta lei. O Papa lembrou a Musharraf que “apenas reconhecendo a necessidade de compreensão mútua entre os povos, através de uma troca franca de ideias, o mundo poderá chegar a uma verdadeira paz e à justiça”.
