Os ataques a sem-abrigo na cidade brasileira de São Paulo deixou em estado de choque a sua população, surpreendida por uma onda de intolerância que – de quinta-feira a domingo – provocou a morte de seis pessoas sem tecto e deixou dez feridos, cinco deles ainda em perigo de vida. Uma celebração ecuménica foi realizada na Catedral de São Paulo, ocasião que os fiéis aproveitaram para protestar contra as mortes dos moradores de rua e solidarizar-se com os feridos e familiares das vítimas dos ataques. O culto foi celebrado pelo Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo de São Paulo, e pelo padre Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua. Participaram na cerimónia o ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, religiosos das igrejas Presbiteriana, Baptista e Metodista, da comunidade budista e judaica, familiares das vítimas e líderes políticos. A celebração, nas escadarias da catedral, foi acompanhado por milhares de pessoas, embora não haja estimativa oficial do número de participantes. Entretanto, o padre Lancelotti, da Pastoral do Povo de Rua, recebeu uma carta de uma suposta organização neonazi cujo lema é “Sangue, orgulho e honra”. O grupo não menciona os ataques, mas prega palavras de intolerância social e racial. Notícias relacionadas • Chacina de vários sem-abrigo condenada pelo Arcebispo de São Paulo
