10 países apoiam referência às «tradições cristãs» na futura Constituição da UE

Uma dezena de países, entre os quais Portugal, apoiam a inclusão de uma referência às “tradições cristãs da Europa” no preâmbulo do futuro Tratado Constitucional da UE. A revelação foi feita hoje pelo ministro polaco dos negócios estrangeiros, Jan Truszczynski. Os chefes de Estado e de Governo da UE chegaram a um compromisso, na Cimeira da Primavera, para adoptar o projecto de Constituição europeia “o mais tardar” na próxima cimeira, a 17 e 18 de Junho. Elaborado durante mais de um ano no seio de uma Convenção, o projecto de Constituição europeia foi submetido em Dezembro do ano passado, em Bruxelas, à apreciação dos chefes de Estado e de Governo, que não chegaram a acordo sobre a adopção da nova Constituição, cujas negociações se mantêm desde então num impasse. Falando ao parlamento do seu país, Truszczynski adiantou, contudo, que se perspectiva como muito difícil a elaboração de uma “fórmula de compromisso” com os países que se opõem a esta inclusão. Neste momento, admite-se a hipótese de uma cimeira europeia extraordinária, em Maio, dedicada ao Tratado Constitucional. João Paulo II tem insistido sempre na necessidade de que este documento faça uma referência explícita às raízes cristãs do continente. “As raízes cristãs da Europa asseguram aos cidadãos do continente uma identidade que não é efémera ou meramente baseada em interesses políticos e económicos, mas antes em valores profundos e imperecíveis”, disse por várias vezes. Segundo o líder da Igreja Católica, os fundamentos éticos e os ideais que constituíram a base dos esforços para a unidade europeia são hoje ainda mais necessários, se se quiser oferecer uma estabilidade ao perfil institucional da UE.

Partilhar:
Scroll to Top