D. José Dionísio é lusodescendente, filho de pais madeirenses que emigraram para a Venezuela nos anos 60

Ribeira Seca, Madeira, 14 set 2026 (Ecclesia) – O bispo auxiliar de Caracas (Venezuela) presidiu este domingo à Eucaristia da Festa de Nossa Senhora do Amparo na Ribeira Seca, em Machico, na Madeira, de onde os pais são naturais.
A celebração assinalou um momento de reencontro entre D. José Dionísio e a terra de origem da família, simbolizando, ao mesmo tempo, uma expressão dos laços que continuam a unir a Diocese do Funchal à comunidade portuguesa e madeirense na Venezuela.
Os pais do bispo emigraram para a Venezuela em 1962, levando consigo a fé e as raízes da ilha que continuam a marcar a vida familiar, de acordo com o Jornal da Madeira; também o irmão do bispo auxiliar de Caracas é sacerdote na arquidiocese venezuelana.
Na Eucaristia, em representação do bispo do Funchal, D. Nuno Brás, esteve presente o vigário-geral da diocese, numa manifestação de comunhão e proximidade com D. José Dionísio.
No decorrer da celebração, a Diocese do Funchal ofereceu a o bispo auxiliar uma cruz peitoral, como sinal de amizade e comunhão eclesial.

A participação de D. José Dionísio na Festa de Nossa Senhora do Amparo possibilitou recordar a história de tantos madeirenses que, ao longo de décadas, partiram para a Venezuela, mantendo vivos os vínculos com a sua terra e, sobretudo, com a fé recebida das suas famílias e comunidades de origem.
Ao contrário do previsto, o bispo auxiliar de Caracas não conseguiu presidir naquele dia à Missa na Sé do Funchal, marcada para as 11h, devido a um atraso no voo com destino à Madeira, impedindo a chegada a tempo da celebração.
O lusodescendente foi recentemente nomeado bispo auxiliar de Caracas, a 18 de março deste ano, tendo escolhido como lema episcopal a expressão “Não tenhas medo, José”.
A presença de D. José Dionísio na Madeira acontece semanas depois da visita de D. Nuno Brás à Venezuela, depois dos terramotos de 24 de junho no país sul-americano, durante a qual visitou as comunidades portuguesas e madeirenses.
LJ/OC
