Fundação pontifícia AIS apresenta «a vida pacífica e intensa», de oração e trabalho, do Mosteiro de Santo André
Lisboa, 05 ago 2026 (Ecclesia) – As monjas do Mosteiro Beneditino de Santo André, na Croácia, acompanham a Igreja perseguida, necessitada e que luta a partir da sua clausura, na Ilha de Rab, e são acompanhadas pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).
“Há tantas pessoas no mundo que estão a ser atacadas, tantas pessoas que sofrem inocentemente. Tantas pessoas nem sequer sabem que podem recorrer a Deus, clamar a Ele as suas ansiedades causadas pelo medo e pela injustiça, e assim por diante”, afirma a abadessa do Mosteiro de Santo André, a irmã Marija Marina, no documentário da AIS emitido esta quarta-feira, dia 19 de agosto, no Programa ECCLESIA, na RTP2.
A Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre apoia as irmãs Beneditinas de clausura do Mosteiro de Santo André, onde “seguem a máxima de São Bento ‘Ora et Labora’”, e destaca que estão “há séculos” na Ilha de Rab, na Croácia.
As monjas explicam que a vigília começa às 05h00, enquanto têm “paz à volta e as pessoas estão a dormir”, que procuram “protegê-las e levá-las todas ao Senhor, pois não estão apenas a dormir fisicamente, mas também espiritualmente”; participam na Missa e reúnem “para rezar a liturgia das horas sete vezes por dia”, para lém dos diversos ofícios.
“Todas cumprem os seus encargos, mas em silêncio. É muito importante que eu não perturbe a minha irmã, porque é nesse momento que o Senhor chega a cada uma de nós, em silêncio, estamos unidas ao Senhor através do nosso trabalho. Disseram-nos muitas vezes que os nossos produtos são diferentes, explicamos que isso se deve precisamente à nossa oração, fazemos mesmo cada produto em oração, não sei se são mais eficazes devido a isso, mas com certeza que são abençoados”, desenvolveu a abadessa que está neste convento beneditino há 35 anos.
A AIS destaca que estas monjas de clausura com a sua “intensa vida de oração”, acompanham a Igreja perseguida, a Igreja necessitada e a Igreja que “luta para sobreviver no meio de um secularismo exacerbado”, e dedicam as suas vidas “a rezar e a trabalhar para fortalecer a fé, a esperança e a caridade do Corpo místico de Cristo”.
“Lemos 150 salmos numa semana, é o ofício divino monástico. Os salmos contêm toda a história de cada homem, têm tudo o que acontece no mundo. Nalguns salmos encontramos lamentações e maldições, noutros clamamos a Deus, louvámo-lo, bem-dizemo-lo, e alegrámo-nos nele, lágrimas e risos, alegria e dor, está lá tudo”, explicou a responsável.
A irmã Marija Marina quando começa a ler os salmos tenta “vivê-los pessoalmente”,, às vezes, lê o versículo «opõe-te, ó Senhor, contra aqueles que se opõem a mim; combate aqueles que me combatem», mas “e se ninguém” a estiver a atacar a ela, reza pelas pessoas que são atacadas.
“Rezo por elas. Sou a voz delas. Essa é a oração da Igreja. É por isso que estou aqui. Estamos aqui para rezar em nome daqueles que não podem, que não sabem como, ou que não querem”, acrescentou a abadessa do Mosteiro de Santo André.
No documentário ‘Croácia, um mar de oração’, a Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre que mostra “a vida pacífica e intensa” do mosteiro beneditino de Santo André, que existe desde 1018 na Ilha de Rab, e várias monjas testemunham a vida no mosteiro, o trabalho e a oração, e da sua vocação.
O Programa ECCLESIA está a apresentar documentários da AIS, cinco no total, “sobre o trabalho missionário da Igreja perseguida e necessitada em várias” – na República Centro-Africana e no Gana, no Brasil, na Croácia e na Albânia -, às 4ª-feiras, entre 4 de agosto e 5 de setembro, na RTP2.
CB
