Igreja: Pastoral da Mobilidade Humana destaca «dedicação às causas da justiça e da paz» de Eugénio Fonseca

Organismos católicos recordam que vida e legado concretizaram «algumas orientações pastorais para a interculturalidade»

Lisboa, 15 ago 2026 (Ecclesia) – O Secretariado Nacional da Mobilidade Humana, da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), manifestou gratidão pelo “notável exemplo de constante dedicação às causas da justiça e da paz” de Eugénio Fonseca, que faleceu esta semana, numa nota de “profunda memória agradecida”.

“A sua vida e legado foram a concretização de algumas orientações pastorais para a interculturalidade, nomeadamente colaborar para construir e cooperar com vista à comunhão, sem fronteiras e enfrentando os preconceitos”, lê-se na nota conjunta da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana e da Obra Católica Portuguesa de Migrações, da CEP, e do Fórum de Organizações Católicas para Imigração e Asilo, enviada este sábado à Agência ECCLESIA.

Eugénio Fonseca, presidente da Confederação Portuguesa do Voluntariado, morreu aos 69 anos de idade, vítima de paragem cardiorrespiratória, na quarta-feira, dia 12 de agosto.

Os três organismos partilham “gratidão pelo notável exemplo de constante dedicação às causas da justiça e da paz” de Eugénio Fonseca, realçando que o enraizamento “na coerência evangélica do amor a Deus e ao próximo”.

“Gratidão pela fidelidade à missão que se tornou uma referência no setor social e no voluntariado em Portugal. Com discrição e coerência, o Prof. Eugénio Fonseca soube construir pontes, aproximar organizações e recordar-nos que o centro de qualquer ação deve ser sempre a dignidade humana, a solidariedade entre povos”, desenvolvem.

Eugénio Fonseca foi presidente da direção da Cáritas Diocesana de Setúbal entre 1987 e 2016, e presidente da Cáritas Portuguesa, de 1999 a 2020, nomeado pela Conferência Episcopal Portuguesa.

“Enquanto presidente da Cáritas Portuguesa foi um dos cofundadores do FORCIM – Fórum de Organizações Católicas para Imigração e Asilo, e nele imprimiu a marca dos princípios perenes e universais da DSI e também esteve na génese e preparação de muitos Encontros de Formação de agentes sóciopastorais das migrações em conjunto com a OCPM”, refere a Pastoral da Mobilidade Humana.

Neste sentido, os atuais membros do FORCIM juntam-se “ao coro de vozes em memória agradecida” e recordam de modo particular a participação “sempre apaixonada e atenta” de Eugénio Fonseca no encontro sobre o legado do Papa Francisco, que assinalou o Dia da Justiça Social.

“A sua vocação e missão de ser uma voz reconhecida e respeitada da Igreja no espaço público exigiu itinerância… e alguma ausência na vida familiar. E por isso uma palavra também de agradecimento à família por terem-no partilhado com o mundo. Rezamos convosco”, conclui a nota enviada pelo Secretariado Nacional da Mobilidade Humana.

A Sé da Diocese de Setúbal acolhe as cerimónias fúnebres, o corpo de Eugénio Fonseca chega às 18h00, deste domingo, 16 de agosto, e ficará em câmara ardente.

Na segunda-feira, dia 17, a Missa do funeral começa pelas 11h30,  presidida pelo bispo sadino, o cardeal D. Américo Aguiar, seguindo o cortejo para o cemitério Nossa Senhora da Piedade.

Eugénio Fonseca nasceu em 1957 e era natural de Setúbal, licenciado em Ciências Religiosas, pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, ao longo do seu percurso passou por vários cargos a nível local, regional e nacional, na Igreja Católica, sociedade civil e de nomeação governativa, e recebeu várias distinções.

CB

Igreja/Sociedade: Morreu Eugénio Fonseca, antigo presidente da Cáritas Portuguesa

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