Voluntariado: Juventude Mariana Vicentina envia três leigos para missão em Moçambique

Projeto «Renascer para a Esperança», criado em 2016, presta apoio a crianças e jovens na educação, alimentação e saúde

Marta Rebelo e Monica Batalha; Foto Agência ECCLESIA/LS

 

Lisboa, 28 ago 2026 (Ecclesia) – A associação de leigos Juventude Mariana Vicentina (JUV) vai enviar três jovens em missão para o projeto «Renascer para a Esperança», em Moçambique, e onde presta apoio a crianças e jovens na educação, alimentação e saúde.

“O nosso projeto está organizado com um centro diário, que acompanha crianças que obrigatoriamente têm de ir à escola – é a nossa moeda de troca – e são assistidas em tempos alternados, consoante a frequência escolar é de manhã ou de tarde”, conta à Agência ECCLESIA Mónica Batalha, regressada em abril de Moçambique.

O centro, onde duas “mamãs” cozinham diariamente, acompanha também nos estudos e “educa para a limpeza, arrumação e organização” diária, para além de atividades lúdicas que desenvolvem com as crianças.

“Estamos inseridos na comunidade e trabalhamos com os padres vicentinos, que se encontram em Moçambique”, acrescenta ainda.

Mónica Batalha, assistente social de profissão, regressou em abril de Chirrundzo, no distrito de Xai-Xai, província de Gaza, e Marta Rebelo, enfermeira no ativo, decidiu suspender o seu vínculo profissional, para durante seis meses participar da missão em Moçambique.

“É um desejo que começou a crescer já há muito tempo, acho que agora teve a oportunidade de florescer. Ao longo dos anos, assisti à partida dos missionários e pude acompanhar a missão deste lado, o que fez crescer em mim esta pergunta, esta dúvida de será que é para eu partir. E já há alguns anos que andava neste caminho de discernimento sobre se seria efetivamente este o plano de Deus para mim e quando seria o tempo certo. Acho que a pergunta mais difícil de respondermos é sempre o tempo certo”, traduz Marta Rebelo.

As jovens, da paróquia da Achada, em Mafra, cresceram junto da JMV, percebendo um processo de formação contínua na fé e de compromisso com a Igreja, sustentado por um movimento internacional e implementado em várias regiões em Portugal.

“Nós alimentamos a nossa comunidade e a nossa comunidade alimenta-nos. Enquanto associação temos a nossa vivência a nível nacional, com um programa de formação dentro do nosso grupo, com reuniões semanais, fazemos encontros por região e anualmente temos um encontro nacional”, conta Mónica Batalha.

O encontro nacional decorre no Catujal, até ao dia 30, dia em que Marta Rebelo e mais duas jovens vão ser enviadas para a missão em Moçambique, com início em outubro.

O programa da JMV compreende também semanas missionárias que leva os participantes a locais em Portugal para experiencias de partilha sobre a identidade da associação e vivências comunitárias e espirituais.

Marta Rebelo centra ainda a identidade da JMV em duas dimensões: “Temos uma grande ligação a Maria, a Nossa Senhora das Graças, que pediu este movimento em 1830, desenvolvemos toda a dimensão da espiritualidade e da oração mais ligada à Maria; e também estamos ligados aos padres Vicentinos às Filhas da Caridade”.

A jovem enfermeira destaca ainda o suporte que toda a associação dá ao projeto «Renascer para a Esperança», em Moçambique, “na partida dos missionários, na preparação, na angariações de fundos que os vários grupos fazem para os missionários que partem e para a comunidade” que vai beneficiar desse trabalho.

A conversa com Marta Rebelo e Mónica Batalha vai estar no centro do programa ECCLEIA, com emissão sábado, na RTP Antena 1, pelas 06h00.

LS

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