ACAREG/Braga: «É uma experiência única na vida das nossas crianças», afirma dirigente escutista

Agrupamento 884 Nespereira, de Guimarães, participa no acampamento regional, com sete pequenos escuteiros

Foto: Agência ECCLESIA/LJ; Agrupamento 884 Nespereira

Guimarães, 08 ago 2026 (Ecclesia) – Carla Pinto, dirigente da 1ªsecção do Agrupamento 884 Nespereira do Corpo Nacional de Escutas, em Guimarães, levou sete escuteiros ao Acampamento Regional de Braga (ACAREG), salientando a importância destas vivências na vida dos mais novos.

“A decisão [de participar] foi fácil de tomar, porque acho que é uma experiência única na vida das nossas crianças”, afirmou, em declarações à Agência ECCLESIA, explicando que esta é a terceira edição em que participa e que das anteriores só ficou com boas recordações.

“Acho que este novo grupo que eu trago também será uma boa oportunidade de criar outras memórias, vivência em grupo”, referiu Carla Pinto, que destaca também a oportunidade de realizar novas atividades.

Com o mote “Dar comVida”, a maior atividade regional do verão do escutismo termina hoje, no Penha, o centro do movimento juvenil em Guimarães, reunindo cerca de 5 mil e 100 escuteiros, de 156 agrupamentos, de cinco regiões de Portugal – Braga, Porto, Lisboa, Santarém e Algarve – e de Zurique, na Suíça.

Para os pequenos Henrique Freitas, de 10 anos, e Margarida Monteiro, de 9, esta é a primeira experiência num ACAREG.

“Estou-me a divertir com as atividades e com as pessoas que conheço daqui”, afirmou a escuteira.

Os dois lobitos (escuteiros dos 6-10 anos) pertencem ao Agrupamento 884 Nespereira, que na manhã de quarta-feira esteve a fazer atividades de aventura no acampamento, sendo o tiro ao alvo uma delas.

Para Henrique, foi desafiante acertar nos copos; já Margarida salienta o contacto com uma nova experiência: “Aprendi coisas novas”.

Carla Pinto defende que este acampamentos com escuteiros permitem aos mais pequenos aprender a desenrascar-se mais facilmente, sem ter por perto o pai ou a mãe.

“Eles acabam por eles próprios começar a tomar iniciativas, a organizar-se, na tenda, que é mais difícil, a ter opiniões diferentes uns dos outros, respeitar-se uns aos outros”, indicou.

Segundo a dirigente, por ter a duração de seis dias, a atividade acaba por juntar mais os escuteiros e unir o grupo.

“Eu acho que o escutismo é mesmo isto. Conseguirmos estar em união, em respeito, sermos humildes, aprender a amar o próximo, ajudar o próximo. […] Isto acaba por, no fundo, dar-lhes todas as ferramentas para o futuro”, indicou.

Foto: Agência ECCLESIA/LJ

Henrique Freitas considera que “é bom conhecer outras pessoas para brincar” e que o escutismo lhe passou vários valores, como não estar sempre no telemóvel.

“Aprendi a respeitar as pessoas e aprendi a não falar por cima dos outros”, disse, por sua vez, Margarida.

Para casa, Carla Pinto acredita que os lobitos vão levar o “cansaço”, mas também uma mochila com “recordações”.

“Acho que é uma oportunidade muito boa estes acampamentos acontecerem de tempos em tempos”, expressou.

O acampamento regional dos escuteiros católicos da Arquidiocese de Braga, um espaço intergeracional com participantes dos 6 aos 76 anos de idade, está a proporcionar a experiência de vida comunitária em campo, com um programa com atividades aquáticas e de aventura, jogos de cidade jogos e momentos de animação, o trabalho em equipa, a formação cívica e o contacto com a natureza.

LJ/OC

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