Servas de Nossa Senhora de Fátima organizaram Campos de Férias «Farol» onde vivência comunitária, espiritual e social marcaram dias para 100 participantes

Lisboa, 31 jul 2026 (Ecclesia) – A irmã Rita Ornelas, Serva de Nossa Senhora de Fátima (SNSF), disse que os campos de férias Farol, organizados pela congregação, “não são um ATL da Igreja católica” mas procuram oferecer uma “experiência imersiva de Deus”.
“Os nossos campos de férias não é um ATL da Igreja Católica, mas pretendem ser uma experiência imersiva daquilo que é um encontro profundo com Deus, que se faz através de atividades, de catequeses, de momento de oração e que a desenvolvemos desde 2022”, explica a religiosa à Agência ECCLESIA.
A proposta das SNSF nasceu em 2022, “na pós-pandemia” como uma “resposta dirigida aos jovens” – de um campo onde acolhiam diversas idades, caminharam para uma diversificação para atender a diferentes etapas naquilo que são “ânsias, desejos, medos e sonhos destes adolescentes e jovens”.
A responsável assegura haver uma “grande sede de Deus”, uma procura que tem “dificuldade em se expressar” mas sintoma de uma “grande inquietação”.
“Com os jovens devemos caminhar lado a lado. Escuta, escutar, escutar, escutar muitos jovens. Apesar de vivermos num mundo cheio de ruído e de muitos vozes nas redes sociais, há uma grande sede de facto de escutarmos em profundidade o nosso interior, a nossa vida espiritual, e portanto ajudar os jovens também a trazer linguagem, que muitas vezes há um analfabetismo espiritual e interior que é preciso ajudar escutando, escutando e aí ajudando a ganhar linguagem, a nomear tudo aquilo que vivemos anteriormente”, aponta.
Augusto Branco, 18 anos, natural da paróquia de Mafra, repete a experiência como animador nos campos de férias Farol e explica que enquanto animador o seu papel é “descentrar-se”.
“Um animador vai para o campo e percebe que não é o centro. Não é suposto sair dali com a felicidade direta. É suposto sair dali com a felicidade que não se está à espera, pondo o outro no centro”, indica.
O jovem explica que para os participantes é essencial sentir que o animador está feliz, seguro e é exemplo para participar em todas as atividades: “Eles seguem muito esse exemplo de felicidade e percebem quando os animadores estão felizes quando estão na missa, quando estão neste jogo”.
Os dois campos de férias Farol congregaram 100 participantes e 18 animadores, e a irmã Rita Ornelas sublinha o efeito “multiplicador” que estas atividades apresentam.
“Creio que muitos chegam com uma experiência de fé ainda à sua medida, pequenina, e que aqui enriquecem, fortalecem e percebem, de facto, que a presença de Deus não se restringe ao ambiente da catequese, ao ambiente de ir à missa ao domingo, mas podemos encontrar este Deus na rotina do dia-a-dia, no meio da alegria, no meio dos jogos, no meio das convivências”, aponta.
A responsável fala ainda na importância de acompanhar no pós campo de férias, ajudando a traduzir a experiência nos animadores, nas famílias e nos animados.
“Creio que é alguma coisa que temos que estruturar ainda melhor, porque se fazemos um grande caminho até ao campo, se vivemos uma experiência profunda durante o campo, depois creio que fica alguma coisa muito frágil pós-campo, e é aí, de facto, que Deus toca muito e que precisamos de acompanhar e de estar muito presentes, procurando acompanhar”, reconhece.
A religiosa indica ainda a necessidade de valorizar o “sentido de pertença”.
“Participam nestes campos pessoas católicas mas também outros que não têm uma vivência cristã, mas que reconhecem aqui uma segurança, uma pertença numa semana diferenciadora”, explica.
A conversa com Augusto Branco e a irmã Rita Ornelas vai estar no centro do programa ECCLESIA, com emissão na RTP Antena 1, pelas 06h00.
LS
