«Instrumentum Laboris» foi apresentado no Dia da Igreja Diocesana e será objeto de estudo e reflexão, tendo em vista a sua aprovação no final do ano

Aveiro, 06 jul 2026 (Ecclesia) – A Diocese de Aveiro vai reorganizar territorialmente as 101 paróquias em 29 comunidades pastorais, aponta o documento apresentado este domingo, no Dia da Igreja Diocesana, no claustro do Seminário de Santa Joana Princesa.
Cada comunidade vai agrupar entre duas a cinco paróquias, que não vão ser extintas, e terá um Conselho da Comunidade Pastoral, uma Equipa de Animação Pastoral e Equipas Setoriais da comunidade pastoral – evangelização, liturgia e ação sociocaritativa e outras que se julguem oportunas.
O ‘Instrumento Laboris’ foi dado a conhecer no Dia da Igreja Diocesana, depois de um caminho que incluiu assembleias arciprestais que refletiram sobre as novas formas de presença no território, no ano 2024/2025, encontros paroquiais, no ano de 2025/2026, e um Conselho Presbiteral Diocesano, em maio de 2026.
“Depois de termos celebrado um Sínodo sobre a Sinodalidade, é preciso passarmos à edificação de uma Igreja Sinodal. É o que estamos a realizar através da definição, estruturação e implementação das “comunidades pastorais””, pode ler-se na introdução.
O documento apresenta este como “um tempo exigente, difícil”, sublinhando que “toda a renovação autêntica exige coragem, dinamismo e conversão interior de pessoas e estruturas”.
“É um caminho, é um processo, com metas definidas e claras para todos, mas que serão alcançadas no ritmo próprio de cada comunidade, de cada paróquia, de cada equipa pastoral”.
Cada comunidade será confiada a um ou mais presbíteros (um deles será o coordenador) em comunhão com outros ministros ordenados e leigos nomeados pelo bispo.
“Promover um renovado e autêntico impulso missionário evangelizador; dinamizar uma pastoral de conjunto integrada; discernir, projetar, programar, implementar, dinamizar, coordenar e avaliar um projeto pastoral; favorecer e promover a participação e a corresponsabilidade; favorecer e promover a formação de todos os seus membros” serão as finalidades de cada uma.
O documento salienta que “a implementação das comunidades pastorais requer tempo e paciência” e que “este é o tempo oportuno”: “Não há que ter medo; seguir Jesus, confiar e ousar”.
“É um caminho, é um processo, com metas definidas e claras para todos, resultantes do discernimento, mas que serão alcançadas no ritmo próprio de cada comunidade, de cada paróquia, de cada equipa pastoral. Nem todos caminham com o mesmo ritmo, mas todos caminham para o mesmo objetivo”, acrescenta.
O texto sublinha que a “estrutura e a organização não têm de ser iguais em todas as ‘comunidades pastorais’, tendo em conta a dimensão, geografia e os dinamismos próprios”.
De acordo com o documento, a “formação dos agentes de pastoral será, não apenas uma necessidade, mas uma obrigação e uma urgência”.
“Formação que contemple as dimensões humana, espiritual, intelectual, pastoral, teológica e missionária. Esta formação, além da que é de âmbito diocesano, poderá também ser organizada e promovida pelas ‘comunidades pastorais’, paróquias e arciprestados, de acordo com a sua dimensão e recursos existentes”, desenvolve.
Este documento será ocasião de estudo e reflexão, tendo em vista à sua aprovação na Assembleia Diocesana Sinodal, marcada para os dias 24 de outubro, 7 de novembro e 22 de novembro, solenidade de Cristo Rei.
Entre dezembro de 2026 a agosto de 2030, serão feitas as reuniões preparatórias necessárias para a implementação das comunidades pastorais, como comunidades vivas e orgânicas e com perfil missionário, em estilo sinodal; neste período serão implementadas algumas ou todas.
Comunidade pastoral é uma comunidade de fiéis, centrada em Jesus Cristo, com perfil pastoral missionário em estilo sinodal, configurada como um conjunto de paróquias, que mantendo a sua identidade, é canónica e estavelmente constituída no seio da Diocese, e está chamada a formar uma comunidade viva e orgânica, com critérios pastorais comuns.
LJ/OC
