Organização portuguesa tem a decorrer uma campanha e apela à solidariedade

Lisboa, 04 jul 2026 (Ecclesia) – A Oikos – Cooperação e Desenvolvimento, organização não-governamental para o desenvolvimento (ONGD) portuguesa, quer apoiar cerca de 3500 pessoas afetadas pelos sismos na Venezuela, e responder “às necessidades mais urgentes das populações” afetadas pela destruição.
“A intervenção da Oikos visa aliviar as necessidades mais imediatas das populações afetadas, garantindo o acesso a condições mínimas de habitabilidade, segurança física e saneamento básico”, informa a organização, num comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
A resposta de emergência que a Oikos – Cooperação e Desenvolvimento vai implementar “prevê apoiar diretamente cerca de 750 agregados familiares” que perderam as suas habitações ou sofreram perdas significativas de bens essenciais, nos sismos de 24 de junho, na Venezuela.
Os apoios, acrescenta, vão incluir kits de utensílios de cozinha, equipamento e artigos para dormir, artigos de higiene pessoal e de dignidade menstrual, e “sistemas e materiais para tratamento e armazenamento seguro de água potável”.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas; o cenário de devastação afetou gravemente a capital venezuelana e a região costeira de La Guaira.
“Com especial impacto nos estados de La Guaira e no Distrito Capital, o cenário continua a agravar-se devido às mais de 500 réplicas registadas desde o evento principal, o que dificulta os esforços de recuperação e aumenta a vulnerabilidade das populações afetadas”, assinala a ONGD portuguesa.
A Oikos salienta que os sismos provocaram “uma grave crise humanitária” marcada pela destruição de habitações, deslocação de populações e interrupção de serviços básicos, e a sua intervenção assenta no “reforço da capacidade de assistência de espaços de acolhimento temporário”, e responder “às necessidades prioritárias e complementando os esforços nacionais e internacionais, com o apoio do Instituto Camões.

“80,870 pessoas foram afetadas pelos sismos, incluindo cerca de 16 mil pessoas gravemente afetadas ou deslocadas”, contabiliza segundo dados oficiais do dia 2 de julho, indicando que o balanço aponta ainda para 2,295 vítimas mortais e 11,329 feridos.
A Oikos – Cooperação e Desenvolvimento já está na Venezuela, “no terreno” para articulação com autoridades locais, organizações comunitárias e o sistema das Nações Unidas, e esta resposta de emergência, “ao longo de três meses”, vai ser implementada e coordenada com os mecanismos humanitários existentes para “evitar duplicações e maximizar o alcance da assistência, restabelecendo a segurança e a dignidade das famílias afetadas”.
A organização não-governamental para o desenvolvimento fundada em Portugal em 1988, legalmente registada no Ministério dos Negócios Estrangeiros, apela à “contribuição para diminuir esta catástrofe humanitária” na Venezuela, que pode ser feita na sua página na internet, onde partilha informações sobre esta emergência e a sua intervenção no país sul-americano, para além de outras formas de contribuir e fazer um donativo.
CB
