Comissão Nacional Justiça e Paz refere o «pioneirismo» do documento e aponta para a «quatro desafios concretos»
Lisboa, 01 jun 2026 (Ecclesia) – A Comissão Nacional Justiça e Paz divulgou hoje uma nota sobre a encíclica de Leão XIV ‘Magnifica Humanitas’ apontando para quatro “desafios concretos” e para o “pioneirismo” no tema da “salvaguarda da pessoa humana na era da Inteligência Artificial”.
“Estas reflexões e propostas do Papa Leão XIV têm recebido bom acolhimento em vários quadrantes, que destacam a sua oportunidade e até o seu pioneirismo no atual contexto mundial. São um serviço que a Igreja pretende prestar à humanidade”, afirma a Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP).
Na nota sobre a encíclica de Leão XIV, a CNJP lembra também que o documento é “um teste e um exame de consciência para a Igreja, chamada à coerência de quem deve viver em primeiro lugar no seu interior tais propostas” e aponta para quatro “desafios concretos”.
A encíclica ‘Magnifica Humanitas’ apela a permanecer fiel à verdade, “sem perder de vista a magnífica humanidade” de cada pessoa, “sem prescindir de ‘um coração que ama a verdade, que deseja o que é justo’”
Depois, o documento do Papa desafia ao investimento na educação, a começar por cada pessoa, para ser capaz de viver “o mundo digital de forma humana, como parte integrante de uma vida boa do Evangelho”
Em terceiro lugar, a ‘Magnifica Humanitas’ é pede para cuidar as relações, “sem esquecer que “a carne humana continua a pedir para ser cuidada e reconhecida por mãos capazes de ternura, por mentes atentas e por palavras bondosas’”.
A CNJP indica como quarto desafio a capacidade de amar a Justiça e a Paz, para que “cada escolha técnica seja ocasião de discernimento espiritual”.
“Os progressos da IA devem abrir espaço para a justiça, para o respeito pelo outro e para a construção da paz”, acrescenta a nota da CNJP.
O documento hoje enviado à Agência Ecclesia sublinha o conteúdo da encíclica de Leão XIV, salientando também a reflexão do Papa sobre os “novos desenvolvimentos tecnológicos à luz dos princípios da Doutrina Social da Igreja” e acerca “da natureza humana e da sua capacidade de não se conformar com um destino fechado e de aí encontrar um campo aberto à conversão pessoal e coletiva”.
“À sua pequena medida, a Comissão Nacional Justiça e Paz, ao divulgar esta encíclica, quer também prestar um serviço à sociedade portuguesa, com a consciência da sua responsabilidade por, antes de mais, viver fielmente o que propõe”, conclui a nota da CNJP.
PR
