Algarve: Bispo indicou como «programa diocesano» o caminho para a Assembleia Eclesial de 2028

«O Papa quer que todos demos o contributo para definir o rosto da Igreja que queremos construir, a que queremos pertencer» – D. Manuel Quintas

Foto: Samuel Mendonça/Folha Domingo

Faro, 28 mai 2026 (Ecclesia) – O bispo do Algarve disse que têm “já um programa” com o documento para a Assembleia Eclesial de outubro de 2028, que “é para todas as dioceses” e as “põe a caminhar sinodalmente”, na Eucaristia de Pentecostes, na Sé.

“O Papa traça nesse documento as etapas que vamos percorrer como Igreja diocesana até outubro de 2028”, indicou D. Manuel Quintas, na celebração do Dia da Igreja Diocesana 2026, sobre o caminho até à Assembleia Eclesial, de outubro de 2028, citado pelo jornal ‘Folha do Domingo’.

A Secretaria-Geral do Sínodo publicou um documento orientador com as etapas, os critérios e a metodologia para a preparação da inédita Assembleia Eclesial de outubro de 2028, pedindo uma representatividade alargada, no dia 20 de maio; o texto, divulgado online, especifica o calendário e os critérios com os quais as estruturas eclesiais são chamadas a partilhar os frutos nascidos do documento final do Sínodo 2021-2024.

“Temos já aqui um programa, e é muito bom celebrarmos o Pentecostes com esta orientação, com esta direção, sobretudo sabendo que só será fecundo se estivermos em comunhão todos”, acrescentou D. Manuel Quintas, incentivando ao crescimento “na unidade e na comunhão”.

O bispo do Algarve destacou que a Igreja pretende ver “todos envolvidos, sem ninguém ficar de fora”, e explicou que se trata de “uma avaliação por continentes”, com quatro etapas, “critérios, instrumentos para a preparação” para “chegar a uma síntese, uma conclusão deste caminho”.

itinerário organiza-se em quatro fases progressivas: “fazer memória”, no primeiro semestre de 2027; “interpretar”, no segundo semestre de 2027; “orientar”, no primeiro quadrimestre de 2028; e “celebrar”, na assembleia universal de outubro de 2028.

D. Manuel Quintas explicou que a “maioria” dos membros dessa assembleia “serão leigos”, salientando que Leão XIV, “no seguimento do Papa Francisco, quer que todos” contribuam para “definir o rosto da Igreja” a construir, a à qual querem pertencer”.

Foto: Samuel Mendonça/Folha Domingo

“Qual o rosto concreto de uma Igreja sinodal missionária? Como é que deve ser esta Igreja que constituímos para ser sinodal (com o envolvimento de todos) e ao mesmo tempo missionária (que realiza a missão que Jesus lhe confiou)? E que novos caminhos de sinodalidade estão a surgir como fruto do percurso realizado após a conclusão do sínodo 2021-2024?”, perguntou o responsável diocesano, na Missa da Solenidade do Pentecostes, este domingo, dia 24 de maio, na Sé, em Faro, divulga o jornal ‘Folha do Domingo’.

O bispo do Algarve explicou que o documento orientador da Assembleia Eclesial de outubro de 2028, que recebeu do Papa Leão XIV, “é para todas as dioceses”, e põe todos “a caminhar sinodalmente”.

A fase de aplicação das indicações do Sínodo sobre a Sinodalidade (2021-2024) decorre em várias fases, que culminam na realização de uma inédita Assembleia Eclesial, em outubro de 2028.

CB/OC

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