Vila Real: Diocese reuniu Arciprestado do Baixo Tâmega em assembleia sinodal

Encontros pretendem «estimular as comunidades a adotarem práticas sinodais», e a identificar áreas que «devem merecer a sua atenção e organização prioritárias»

Foto: Diocese de Vila Real

 

Vila Real, 06 mai 2026 (Ecclesia) – A Diocese de Vila Real realizou a Assembleia Sinodal do Arciprestado do Baixo Tâmega, que reuniu 44 representantes das diferentes paróquias, este sábado, dia 2 de maio, na paróquia de São Pedro de Cerva (Ribeira de Pena).

“Os intervenientes sublinharam a importância de a Igreja se abrir à diversidade dos seus membros e de quantos, na sua periferia, buscam respostas para as suas inquietações, acolhendo e integrando toda a diferença que o Espírito Santo recria, alimenta e confirma”, explica o comunicado da Diocese de Vila Real, enviado à Agência ECCLESIA, sobre a partilha livre, “um momento vivo”, realizada na conclusão dos trabalhos, após a apresentação dos grupos.

A Assembleia Sinodal do Arciprestado do Baixo Tâmega reuniu 44 representantes das paróquias deste arciprestado, na Paróquia de São Pedro de Cerva, no município de Ribeira de Pena, e usaram a metodologia da ‘escuta no Espírito’.

Os participantes reuniram também em pequenos grupos heterogéneos na sua composição, que responderam à questão que tem sido trabalhada nestas assembleias e apresentaram em plenário, duas propostas, das cinco que registaram por escrito.

O comunicado informa que o Arciprestado do Baixo Tâmega tem 15 paróquias, dos concelhos de Mondim de Basto e de Ribeira de Pena, “é um território de transição”: “administrativamente transmontano, apresenta muitas características minhotas, sobretudo nas áreas ribeirinhas do rio Tâmega”, e como espaço “essencialmente rural”, revela características sociológicas “do interior norte de Portugal, uma população envelhecida e em decréscimo, com níveis modestos de escolaridade e qualificação profissional”.

A economia nestes concelhos “é essencialmente local, de pequena escala”, baseada na agricultura, pecuária, floresta e serviços, e, nas últimas décadas, “a indústria extrativa adquiriu alguma relevância”, a produção de energia hidroelétrica e eólica emergiu “como uma realidade cujos impactos económicos não são evidentes”.

A Diocese de Vila Real está a dinamizar assembleias sinodais, um por cada arciprestado, a região do Baixo Tâmega foi a quarta, dos oito encontros sinodais programados para o primeiro semestre de 2026.

“Pretende-se não apenas estimular as comunidades locais a adotarem práticas sinodais no tratamento e resolução dos problemas e desafios, mas também identificar as áreas que devem merecer a sua atenção e organização prioritárias. As soluções, a discernir por este método, podem passar pela renovação das estruturas pastorais ou sociocaritativas já existentes, ou pela criação de novos grupos, entidades ou instituições que, localmente, melhor respondam às necessidades identificadas”, explica o comunicado.

O Plano Pastoral da Diocese de Vila Real, para o biénio 2025-2026, considera, por exemplo, a implementação do processo sinodal “uma prioridade pastoral”.

CB/OC

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