Leão XIV visita hoje as ruínas de Hipona, ligada à vida de Santo Agostinho

Argel, 14 abr 2026 (Ecclesia) – O Papa prossegue hoje a sua viagem à Argélia com uma visita ao sítio arqueológico da antiga cidade de Hipona, depois de ter homenageado esta segunda-feira a memória das irmãs agostinianas mártires em Argel.
Na tarde do primeiro dia da visita, Leão XIV realizou uma visita privada ao Centro de acolhimento e de amizade das irmãs agostinianas missionárias em Bab El Oued, para recordar as religiosas assassinadas na década de 1990 durante a guerra civil.
O Papa descreveu a presença das irmãs como um testemunho de “martírio” e destacou o legado de Santo Agostinho na promoção do “respeito pela dignidade de cada um”.
O pontífice exortou a comunidade a continuar a “afirmar que é possível viver em paz, valorizando as diferenças”, lembrando que a festa dos 19 mártires da Argélia se celebra a 8 de maio, dia da sua eleição papal.
Hoje, Leão XIV desloca-se a Annaba, a antiga Hippo Regius (Hipona), cidade costeira onde Santo Agostinho foi bispo durante trinta e quatro anos e onde morreu em 430 d.C., durante o cerco dos Vândalos.
Annaba conserva vestígios romanos e cristãos de grande relevância, como o fórum pavimentado, o teatro, o mercado e a Basilica Pacis, local onde o doutor da Igreja exercia o seu ministério.
A visita é particularmente significativa para o Papa, antigo responsável mundial da Ordem de Santo Agostinho.
O programa no sítio arqueológico inclui uma visita às ruínas históricas da cidade romana e cristã, a deposição de uma coroa de flores e uma oração.
As relíquias de Santo Agostinho, que fundiu o pensamento filosófico com a fé cristã e é considerado um dos maiores representantes da patrística ocidental, encontram-se atualmente em Pavia, Itália, após terem sido transportadas para a Sardenha no século VI.
OC
