«A catequese não é uma coisa que a gente faz, mas é uma coisa que vivo», destacou o padre Juan Freitas

Lisboa, 07 abr 2026 (Ecclesia) – O Secretariado Nacional da Edução Cristã (SNEC), da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), vai realizar o 63.º Encontro Nacional de Catequese, com o tema ‘A Mistagogia: Caminhar com Cristo, do encontro ao discipulado’, de 8 a 10 de abril, Aveiro.
“Mistagogia vem desta palavra difícil, mas que é tão rica, tão profunda, que é este pedagogo do mistério. E o catequista é chamado a ser no seu dia-a-dia esta pessoa que acompanha, este pedagogo, este educador, este acompanhante que quer levar a este mistério que é Cristo, que é descobrir Jesus, que é a alegria de encontrar uma comunidade, que é a alegria de encontrar Jesus e que isto é um caminho”, disse o padre Juan Freitas, conferencista neste Encontro Nacional de Catequese, em entrevista à Agência ECCLESIA.
O sacerdote salesiano assinalou que “é bonito perceber” que a catequese quer “ajudar a um tríplice encontro com um Cristo” que leva para aquilo em que acreditam, celebram, “e para aquilo que é a vida”: “É o mistério de Jesus, e é o mistério da fé, que nós celebramos, acreditamos e vivemos”.
Segundo o padre Juan Freitas, o catequista, quem está com os jovens e quem tem essa missão, “tem de ser ele mesmo testemunha” deste encontro e “testemunha deste amor”, para o poder anunciar, testemunhar, “e depois intérprete”, ajuda a descodificar e a compreender, “mas ajuda a compreender para que possa viver, para que possa entrar no quotidiano”.
“A catequese não é uma coisa que a gente faz e que ‘cheque, tirei a carta, já sei conduzir’, mas é uma coisa que vivo, que faz sentido na minha vida, que me ajuda a viver como pessoa na sociedade”, exemplificou o orador deste Encontro Nacional de Catequese.
“Vale para todos, mas é uma responsabilidade maior para os catequistas, isto é mesmo importante, porque se defraudamos, de certo modo, quem temos à nossa frente, a catequese falha, e é uma responsabilidade grande, é um desafio grande. As famílias, as pessoas, contam com os catequistas, e a gente agradece a disponibilidade, o trabalho, a dedicação, mas é preciso formar”, desenvolveu o sacerdote da Sociedade Salesiana Dom Bosco.

O 63.º Encontro Nacional de Catequese, com o tema geral «A Mistagogia: Caminhar com Cristo, do encontro ao discipulado. “Abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-no” (Lc 24, 31)», vai reunir cerca de 90 responsáveis diocesanos, de 8 a 10 de abril, Aveiro.
“Este encontro surge muito neste dinamismo de queremos formar, somos mais direcionados para as equipas diocesanas, e este desafio também das equipas diocesanas, não só para os coordenadores ou os diretores de cada diocese, mas para as suas equipas e outros catequistas que trabalhem na formação, desafiando-os para estarem connosco”, explicou Rita Santos, do Departamento de Catequese do SNEC, à Agência ECCLESIA.
A entrevistada acrescenta que querem formar “os líderes diocesanos” do setor da catequese, para eles, “com entusiasmo, com iniciativa”, realizarem também este trabalho nas suas dioceses “com os seus catequistas”, porque “é impossível” o Secretariado Nacional da Edução Cristã “chegar a todos”.
“Aqui é um bocadinho receber para depois também levar. Um bocadinho como os nossos catequistas que vivem a sua experiência, e que a transmitem também aos catequizantes, através do testemunho”, realçou, no Programa ECCLESIA transmitido esta terça-feira, dia 7 de abril, na RTP2.
Rita Santos destaca que este encontro nacional tem também “uma parte muito prática”, intitulado ‘o laboratório’, para “todos colocarem a mão na massa”, nomeadamente a implementação do Itinerário de Iniciação à Vida Cristã em Portugal, e os “novos recursos” que estão a lançar para que possam ser utilizados “nas catequeses”.
O programa do Encontro Nacional de Catequese 2026, que é organizado pelo departamento deste setor no SNEC, a partir desta quarta-feira, é constituído por conferências, oficinas de trabalho, momentos de oração, celebrações eucarísticas e atividades de partilha pastoral.
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