Coimbra: Bispo afirmou que a Igreja tem a missão de «dar ao mundo a espiritualidade eucarística»

«Não é possível ser Igreja sem Eucaristia, como não é possível ser cristão sem Eucaristia» – D. Virgílio Antunes

 

Foto: Correio de Coimbra

Coimbra, 03 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra explicou que a noite de Quinta-Feira Santa e a Missa da Ceia do Senhor ensinam «os fundamentos da espiritualidade cristã», que se renovam sempre “na Eucaristia”, na celebração que presidiu na Sé Nova.

“Face às catástrofes humanas a que assistimos na atualidade, a Igreja tem a missão de viver da Eucaristia e de dar ao mundo a espiritualidade eucarística, que Jesus nos deixou quando nos disse: “Fazei isto em memória de Mim””, disse D. Virgílio Antunes, esta de Quinta-Feira Santa, dia 2 de abril, na homilia publicada na página da Diocese de Coimbra na internet.

Na homilia da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, que assinala o início da celebração do Tríduo Pascal, o bispo diocesano explicou esta celebração ensina os “fundamentos da espiritualidade cristã”, que renovam “sempre na Eucaristia”.

“É a espiritualidade pascal, pois nasce do acontecimento central da fé, a morte e ressurreição de Jesus para nos dar vida; é a espiritualidade do amor e do serviço, porque nasce do amor de Deus, que se reparte e leva ao amor dos irmãos como vocação maior de cada pessoa; é a espiritualidade eclesial, porque é vivida dentro da comunidade cristã, povo de Deus, que segue Jesus Cristo a caminho de Deus Pai e conduzido pelo Espírito Santo”, indicou, sobre os três primeiros fundamentos.

“Deus quis salvar a humanidade constituída como um povo de irmãos e irmãs, que cooperam com Ele por meio da conversão do seu coração e fazendo caminho juntos”, acrescentou, sobre a espiritualidade eclesial.

O bispo de Coimbra destacou mais dois “fundamentos da espiritualidade cristã”, a gratidão, porque a Eucaristia é “a grande ação de graças e o sacramento da gratidão a Deus pela salvação que deu em Jesus Cristo”, e a missão, uma vez que a espiritualidade cristã “nunca” fecha as pessoas sobre si próprias “nem nos afasta da humanidade”.

“Uma vez que a celebração da Eucaristia atualiza sacramentalmente o mistério da nossa fé e da nossa salvação, ela é imprescindível à nossa vida de cristãos e à vida da Igreja. Não é possível ser Igreja sem Eucaristia, como não é possível ser cristão sem Eucaristia”, desenvolveu D. Virgílio Antunes.

Foto: Correio de Coimbra

Neste sentido, o responsável diocesano, observou que “não tem sentido dizer-se cristão não praticante”, porque ‘ser cristão praticante’ inclui sempre a Eucaristia como celebração, acolhimento e proclamação do mistério da fé”.

Segundo D. Virgílio Antunes celebra-se o memorial da “paixão, morte e ressurreição” de Jesus, desde que Cristo celebrou a Ceia com os seus discípulos e instituiu o Sacramento da Eucaristia, “não simplesmente como um gesto significativo, mas como um verdadeiro Sacramento”.

O bispo de Coimbra explicou que o Evangelho segundo São João, proclamado na Missa da Ceia do Senhor, ajuda-os a “compreender o significado da Última Ceia”, quando apresenta a narração do lava-pés como “gesto de humildade, amor e serviço, que nasce sempre da celebração da Eucaristia”.

“O lava-pés aproxima-a das nossas vidas e dá-lhe a dimensão concreta da atitude de Jesus que pode ter continuidade na vida de cada pessoa em todos os tempos e lugares da história.”

CB

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