Lisboa: D. Rui Gouveia desafia a reconhecer o «rosto de Cristo» nos doentes e apela à «hospitalidade do coração»

Bispo auxiliar presidiu a Missa na Casa de Saúde do Telhal, evocando São João de Deus

Foto: Patriarcado de Lisboa

Mem Martins, 10 mar 2026 (Ecclesia) – D. Rui Gouveia, bispo auxiliar de Lisboa, presidiu este domingo à Eucaristia na Casa de Saúde do Telhal, em Mem Martins, desafiando a sociedade e os profissionais de saúde a reconhecerem em cada pessoa o “rosto de Cristo sofredor e amoroso”.

“A história da samaritana não é apenas sobre uma mulher do passado, mas sobre cada um de nós. Todos somos pecadores em busca de vida e de algo que nos sacie verdadeiramente”, afirmou, na homilia da celebração que assinalou a memória de São João de Deus, padroeiro dos hospitais, dos doentes e dos cuidadores.

A partir do episódio evangélico do encontro de Jesus com a mulher samaritana, lido no III Domingo da Quaresma, D. Rui Gouveia lembrou que a busca de sentido atravessa a vida de toda a humanidade.

“Voltamos repetidamente ao trabalho, ao consumo, ao comodismo do sofá, à indiferença, às redes sociais, à crítica fácil, à fama ou ao reconhecimento dos outros, esperando sempre que a satisfação que estas coisas nos dão dure perpetuamente. E a verdade é esta: a sede reaparece continuamente”, advertiu.

Evocando a conversão e o exemplo de vida de São João de Deus, o bispo auxiliar de Lisboa sublinhou que a missão da Igreja e das instituições de saúde se concretiza no acolhimento diário do próximo.

“Jesus quer ser água viva para nós, mas também quer que sejamos fonte de água viva para os outros”, assinalou, acrescentando que “hospedar o outro é dar tempo, presença, atenção, paciência, perdão e paz”.

No início da Eucaristia, o superior da Casa de Saúde do Telhal, padre Alberto Mendes, sacerdote da Ordem Hospitaleira de São João de Deus, desafiou a assembleia a viver o tempo quaresmal “em oração, mas sobretudo com ações concretas de caridade”.

No final da celebração, também o assistente espiritual e religioso da instituição, Fernando d’Oliveira, tomou a palavra para expressar a gratidão de quem trabalha diariamente na área da saúde mental e assistência.

“Damos graças a Deus fundamentalmente por cada um dos nossos utentes, que em cada dia nos desafia a ser melhores, mais hospitaleiros e mais misericordiosos”, concluiu, numa intervenção divulgada pelo Patriarcado de Lisboa.

OC

Partilhar:
Scroll to Top