APP SUMVIA explica o património a cada visitante e resulta da necessidade que o ator sentiu em «saber o que estava a ver»

Lisboa, 27 fev 2026 (Ecclesia) – O Palco do Turismo Religioso, na BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market, recebeu esta quinta-feira a apresentação da APP SUMVIA, nascida de uma necessidade apresentada pelo ator Rui Unas, unindo a Pastoral do Turismo e a Zoom Guide.
Em declarações à Agência ECCLESIA, na Feira Internacional de Lisboa, o também apresentador explica que, na visita à igreja “lindíssima” de Almancil, na Diocese do Algarve, saiu com a sensação de não “saber muito bem” aquilo que tinha visto.
“Senti a falta de um acompanhamento um bocadinho mais informativo, nomeadamente um audioguia que me explicasse o que é que eu estou a ver, que imagens, o significado de cada painel. Eu levei isto para casa, partilhei esta ideia e este sentimento com os seguidores do Facebook e tive um feedback, um retorno extraordinário”, conta.
Rui Unas dá conta que recebeu ecos de muitas pessoas que partilhavam da mesma opinião, sendo incentivado a criar um projeto que respondesse à necessidade identificada, no entanto faltavam quem o materializasse.
“Felizmente os parceiros surgiram. Não só através da Pastoral Turismo, que imediatamente se predispôs a, comigo, trabalhar em algo que cumprisse esta função de dar informação e tornar a experiência de um visitante muito mais aprazível e informativa, mas também técnica”, salientou.
O ator relata que teve “o contacto de uma empresa que se predispôs” a tornar-se parceira “nesta plataforma” e, “de repente, já estavam reunidas as “três entidades que eram necessárias”.

“Alguma curadoria da minha parte e a voz, a componente técnica por parte da empresa, que é a Zoom Guide, e depois a Pastoral do Turismo, que será a entidade, digamos assim, institucional que vai garantir que tenha acesso aos espaços”, refere.
Neste momento, a aplicação encontra-se “numa fase muito embrionária”, assinala o ator, que acrescenta que o nome do projeto, “Eu sou o caminho”, indica que este será uma proposta “de exploração, de viagem e de conhecimento”.
“Não ser só o ir lá, picar o ponto, que é o que acontece muitas vezes quando as pessoas vão a uma igreja, mas que esta experiência seja um bocadinho mais completa”, declara.
Sobre a relação com a fé, o padrinho do projeto expressa que até “há bem pouco tempo” se “considerava um ateu convicto”, contudo atualmente encontra-se a atravessar “uma descoberta e um autoconhecimento de uma fase mais espiritual, muito mais aberta, muito mais permeável”.
Rui Unas partilha que a mãe tem um altar mariano junto à entrada de casa e que tal, até “há uns anos não tinha particularmente nenhum efeito” em si, no entanto, hoje, estimula esse conforto, porque a “fé é sempre uma experiência muito pessoal e inquestionável”.
O ator e apresentador defende que o património religioso pode e deve ser “um instrumento de contacto com o divino”.
PR/LJ




