«Aos namorados de todas as idades, os nossos Parabéns!» – Comissão Episcopal do Laicado e Família
Lisboa, 11 fev 2026 (Ecclesia) – A Igreja Católica em Portugal agradece “aos namorados que amam em liberdade e respeito”, na sua mensagem para o dia 14 de fevereiro, e alerta que “é urgente libertar o namoro de todas as falsas imagens e amarras”.
“É urgente libertar o namoro de todas as falsas imagens e amarras que o manipulam, descaracterizam, pervertem, banalizam e ofendem, para que Amor e Liberdade se abracem na autenticidade do projeto inicial: Família e Vida”, escreve a Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida (CELF-V), na mensagem para o Dia dos Namorados 2026, enviada à Agência ECCLESIA.
O organismo da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) afirma que se impõe que testemunhe com respeito e convicção, “a genuína liberdade que brota do amor autêntico de quem se dá, e não de quem pretende servir-se, dominar, escravizar, manipular, usar ou abusar e depois descartar”.
E alerta que, nestes tempos, “alguns se deixam aprisionar pela cultura do solipsismo e do narcisismo”, aonde se chega “à brutalidade da tão frequente violência no namoro”.
“Na perspetiva da Fé Cristã, um só é o Amor, e ser amado por este Amor e aprender a amar com este Amor é a síntese do projeto do namoro cristão. Dizemos mesmo, de todo o namoro humano, porque esta é a sede de entrega que levamos em nossos corações e só se sacia quando se encontra com a fonte de todo o amor, o Amor Primeiro, que nos ama desde sempre, mesmo sem o termos ainda descoberto, nem o amarmos”, desenvolve.
A CELF-V assinala que quando se alargam horizontes interdisciplinares é-se obrigado “a admitir que o berço natural da vida é a família primordial, uma Mãe e um Pai”, “constatação bioantropológica” que se alicerça e fundamenta no amor.
“As mais belas realidades da vida humana podem perder o seu encanto, quando se banalizam, esquecem a sua beleza e o seu desígnio de se saber recriar e sonhar. Quando celebramos o DIA DOS NAMORADOS, na festa de São Valentim, certamente nos interrogamos sobre o significado e o sentido do DIA DOS NAMORADOS”, assinalam.
Liturgicamente, 14 de fevereiro é o dia da festa de São Cirilo e de São Metódio, mas a Diocese de Terni, na Itália, celebra o seu padroeiro, São Valentim – primeiro bispo desta localidade, que morreu como mártir, provavelmente no século IV.
Este nome está ligado a algumas lendas, segundo as quais Valentim teria morrido decapitado por se ter recusado a renunciar ao Cristianismo e por, secretamente, ter celebrado o casamento entre uma jovem cristã e um legionário, apesar da proibição de Cláudio II (século III).
“Na provável origem deste Dia, está bem clara a força do Amor e da Consciência, capazes de enfrentar a morte. De facto, o amor é a capacidade de dar a vida pelo outro. Eis a suprema beleza do Amor, cantam os místicos e os poetas! Notemos que por este valor supremo do Amor, também terá arriscado e dado a vida, S. Valentim. Afinal, deu-a pelo Amor presente nos noivos”, acrescentam os bispos do organismo da CEP, na Mensagem para o Dia dos Namorado 2026.
A Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida observa também que, por vezes, o namoro passa por crises e atravessa “desertos, silêncios, tempestades”, descobertas de realidades exigentes, e sugere “orar com Francisco de Assis”: “Senhor, dá-me força para mudar o que deve ser mudado, resignação para aceitar o que não pode ser mudado e sabedoria para distinguir uma coisa da outra.”
“Obrigado aos namorados que amam em liberdade e respeito, que se deixam salvar pelo Amor. Estamos certos, por vós passará determinantemente o futuro! Convosco e por vós rezamos. Convosco nos alegramos. Aos namorados de todas as idades, os nossos Parabéns!”
CB/OC

