Quaresma: Bispo de Viana do Castelo propõe criação de um Fundo de Solidariedade diocesano

D. João Lavrador quer «unir esforços de diferentes sectores da sociedade»

Foto Agência ECCLESIA, D. João Lavrador

Viana do Castelo, 03 fev 2026 (Ecclesia) – O bispo de Viana do Castelo propôs a criação de um Fundo de Solidariedade diocesano, destinado a apoiar pessoas e comunidades em situações de vulnerabilidade, na mensagem para a Quaresma 2026, onde apela à reflexão pessoal, à solidariedade e à partilha.

“Apelamos para a generosidade de todos e cada um dos cristãos e pessoas de boa vontade”, escreve D. João Lavrador, explicando que o Fundo de Solidariedade diocesano pretende “unir esforços de diferentes sectores da sociedade”.

O ‘Fundo de Solidariedade’ proposto pelo bispo de Viana do Castelo, na sua mensagem para a Quaresma 2026, surge como resposta concreta às desigualdades e às necessidades das comunidades, destina-se a apoiar projetos locais, organizações diocesanas e situações fora do contexto da Igreja, reforçando a ideia de uma responsabilidade coletiva, adianta o jornal diocesano ‘Notícias de Viana’.

A Quaresma, que se inicia a 18 de fevereiro, com a celebração de Cinzas, é um tempo litúrgico de 40 dias (a contagem exclui os domingos), marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência; serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão (5 de abril, em 2026).

“A Quaresma torna-se uma oportunidade para acolhermos a graça que nos é oferecida, mas igualmente exige uma vontade firme de mudança de vida, seja nos critérios, seja nos valores e nas opções que, para serem verdadeiramente humanos, têm de ser iluminados pelo Evangelho”, desenvolve D. João Lavrador.

Segundo o bispo da diocese católica do alto-Minho, o jejum e a abstinência “são meios de comunhão”, mas também uma opção por “uma humanidade integradora, libertadora e em comunhão com os outros”, numa sociedade de fartura e de riqueza “que se alheia da pobreza”, e esses atos podem ser exercícios de reflexão sobre o consumo, a desigualdade e a responsabilidade social.

“Este é o tempo favorável, este é o dia da salvação. Olhar para a nossa vida pessoal e comunitária exige que se interpretem os sinais que nos interpelam e nos convidam a uma vida nova.”

D. João Lavrador salientou que a comunidade cristã “deve ser escola de comunhão e partilha”, e que os pobres devem sentir-se “na comunidade como em sua casa”, citando o Papa São João Paulo II, lê-se no jornal ‘Notícias de Viana’.

“Sonhemos como humanidade, como caminhantes da mesma carne humana, como filhos desta mesma terra que nos alberga a todos… todos irmãos”, acrescentou o bispo de Viana do Castelo, citando também o Papa Francisco, lembrando que o sofrimento humano não se restringe a uma dimensão religiosa, mas é uma questão social global.

A renúncia quaresmal é uma prática em que os fiéis abdicam da compra de bens adquiridos habitualmente noutras épocas do ano, reservando o dinheiro para finalidades especificadas pelo bispo da sua diocese.

CB/OC

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