Albergue de peregrinos em S. Pedro de Rates foi o primeiro a abrir em Portugal Pouco a pouco, o Minho parece estar a começar a acordar para a importância do Caminho de Santiago no desenvolvimento da região. Embora mais lentamente do que aquilo que os promotores pretendem, várias entidades públicas e privadas têm dado a entender que poderão estar dispostas a apostar neste sector turístico que se encontra inexplorado. Estas foram ideias deixadas este Domingo pelos responsáveis da associação “Espaços Jacobeus” e pelo presidente da Região de Turismo do Alto Minho (RTAM), Francisco Sampaio, durante a comemoração do primeiro aniversário da abertura do albergue de peregrinos em S. Pedro de Rates, Póvoa de Varzim. Criado numa casa que estava em ruínas, com a ajuda da junta de freguesia local, o albergue de S. Pedro de Rates – um dos pontos de referência na passagem dos peregrinos do Caminho Português – tem sido procurado por inúmeras pessoas. Sem que tivesse havido uma divulgação estudada, o presidente da junta referiu que a estrutura de apoio ao caminhante foi procurada por quase 400 peregrinos, 254 homens e 143 mulheres. Do total, 319 eram peregrinos que faziam o Caminho de Santiago a pé e 78, de bicicleta. Nas estatísticas, com apenas 15 dias, é apontado que 175 peregrinos eram portugueses, 119 espanhóis, 22 do Brasil, 10 de Itália, 30 de França, 13 dos EUA, 10 da Alemanha, seis da Áustria, quatro do Canadá, seis da Bélgica, cinco da Holanda, um da Venezuela, dois da Austrália, um da Dinamarca, quatro da Hungria, sete do Reino Unido, um da Suíça, um do Japão, três das Antilhas Holandesas e um de San Marino. Tal como já foi anunciado, a associação Espaço Jacobeus quer, até 2010, constituir uma rede nacional de albergues «para que o Caminho Português possa, de facto, existir no nosso país e não só a partir de Tui», afirmou Amaro Franco, dirigente da associação. Depois de abrir o albergue de S. Pedro de Rates, abriram mais duas estruturas similares em Barcelos e Valença. No entanto, o exemplo do primeiro albergue em Portugal já tem mais “seguidores”. Amaro Franco refere que estão em vias de abrir mais dois albergues nos concelhos de Vila Verde e Paredes de Coura. A associação Espaços Jacobeus está em conversações com outras autarquias, entre as quais Guimarães, para que mais estruturas de apoio aos peregrinos possam surgir. No entanto, «outras autarquias há que nem sequer respondem aos ofícios que lhes enviamos», frisou Amaro Franco, sem querer, «para já», denunciar quais os autarcas em questão. Aquele dirigente, que remete para mais tarde uma posição sobre os autarcas que não respondem aos ofícios, salienta que a associação apenas quer saber se pode ou não contar com a colaboração dos municípios. «É só isso e nem assim respondem», desabafou.
