China liberta padre católico preso desde 1999

As autoridades chinesas libertaram um padre da Igreja Católica “clandestina”, preso há seis anos, indicou a “Eglises d’Ásie”, a agência das Missões Estrangeiras de Paris (eglasie.mepasie.org). Segundo fontes católicas chinesas, a sua libertação deve-se a razões médicas. O Pe. Vincent Kong Guocun, de 34anos, tinha sido detido em Wenzhou, província de Zheijiang, onde se tem verificado um grande crescimento da Igreja Católica fiel ao Vaticano. O sacerdote passou os primeiros dias da sua detenção em completo isolamento. Posteriormente, os seus pais obtiveram permissão para visitá-lo ocasionalmente. O padre Kong recusa ceder às pressões das autoridades para afastar-se da Igreja “clandestina” e integrar-se na “oficial”. O seu período de detenção é o segundo mais prolongado entre o clero desta diocese – o Bispo de Wenzhou, D. Lin Xili, de 86 anos, continua confinado à catedral “oficial” desde Setembro de 1999. Uma lista de 18 Bispos e 20 padres desaparecidos foi divulgada recentemente pela agência católica AsiaNews, do Instituto Pontifício para as Missões Estrangeiras (PIME). A ausência de informação faz temer que muitos possam ter tido o mesmo fim de D. Fan Xueyn e D. Li Lifang, Bispos que morreram na prisão. A Igreja clandestina na China, fiel ao Papa, é formada por católicos que não aceitam o controlo exercido pelo governo comunista através da Associação Patriótica Católica, instituição que se atribui o direito de nomear bispos ou controlar outros muitos aspectos da vida da Igreja. Ainda esta semana as autoridades chinesas negaram a detenção do Bispo chinês Jules Jia Zhiguo, anunciada pela agência AsiaNews. Fontes da Igreja Católica “clandestina” asseguram que D. Jia Zhiguo foi levado da sua residência, por um grupo de polícias à paisana, na tarde de segunda-feira, e não se sabe do seu paradeiro.

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