Há cinquenta anos uma ordenação sacerdotal era uma acontecimento normal. Hoje, as dioceses vivem uma crise vocacional e um neo-sacerdote é sempre bem vindo. “Um grande momento de esperança” porque “sabemos que o futuro da Igreja depende muito das vocações” – disse à Agência ECCLESIA D. Manuel Felício, bispo da Guarda, depois da ordenação presbiteral de Manuel Valente e da ordenação diaconal de Ângelo Martins. Esta diocese recebeu mais um padre e um diácono no dia 3 de Julho. Quando o apelo é feito “as nossas terras ainda são capazes de responder afirmativamente” – referiu o prelado. Numa terra que continua “a sangrar muito” e onde algumas freguesias não têm pastor, D. Manuel Felício salienta que “é preciso apostar nestas terras e acreditar nelas”. Os jovens marcaram presença na celebração da ordenação e o prelado aproveitou para fazer um “apelo Kerigmático”. Quando “não há referências” e “padres que coloquem entusiasmo na pastoral”, os jovens “não avançam” – disse. Para que as vocações voltem a crescer, o bispo da Guarda refere que é necessário “cuidar do nosso Pré-seminário” e levar a chama vocacional a todas as comunidades paroquiais e aos agentes pastorais que estão no terreno. “Um catequista, um padre, um Ministro Extraordinário da Comunhão tem que ser um promotor vocacional” – acentua. Esta diocese caminha também na formação de diáconos permanentes. No próximo ano “serão ordenados os primeiros”. Os membros do conselho Presbiteral da diocese da Guarda analisaram o documento sobre as visitas pastorais proposto por D. Manuel Felício, e destacaram positivamente esta proposta para “um novo modelo de visitas pastorais”. “A sua necessária adaptação às realidades dos vários arciprestados; A importância dos Serviços Diocesanos na preparação das Visitas Pastorais, preparação que deve ter sempre em conta as dimensões da vida da comunidade cristã: a evangelização, a liturgia e a caridade” – refere o comunicado do Conselho Presbiteral. Com o novo modelo de visitas pastorais, a seta fica apontada preferencialmente aos jovens. “Um sector e preocupação que temos sempre em primeiro lugar” – afirmou o prelado. Apesar das dificuldades, D. Manuel Felício não desanima e realça que temos nichos muito bons que atraem jovens”. E cita um exemplo: “A zona da Covilhã”.
