Primeira visita a Castel Gandolfo Bento XVI saiu pelas 14h30 (mais uma em Roma) do Vaticano, em helicóptero, rumo a Castel Gandolfo, cerca de 25 km a sul de Roma, na sua primeira visita à residência pontifícia de verão. O Papa já se encontrou com as autoridades civis e o pessoal da residência, estando previsto que a qualquer momento dirija uma saudação aos fiéis presentes desde a janela central do palácio. A acompanhar o Papa estão o Arcebispo Leonardo Sandri, substituto da Secretaria de Estado, e o prefeito da Casa Pontifícia, D. James Harvey. Após a saudação, Bento XVI visitará os jardins e regressará ao Vaticano. O palácio de Castel Gandolfo era carinhosamente designado como “Vaticano 2” por João Paulo II e é, curiosamente, maior do que o Estado da Cidade do Vaticano. Os romanos chamam à região onde está inserida a residência os “castelos romanos”, por causa das construções que as famílias da nobreza ali levantaram. Cada castelo tem o nome do senhor da fortaleza – no caso da residência pontifícia era a família Gandulfi, natural de Génova. Cerca de 1200, os Gandulfi construíram o seu pequeno castelo que, no século seguinte passou para a família Savelli, a qual manteve esta edificação até 1596. Nesse ano, por causa de uma dívida que a família não conseguiu pagar ao Papa Clemente VIII (1592-1605), a propriedade passou para o Papa e, em 1640, declarada propriedade da Santa Sé. Urbano VIII (1623-1644) decidiu transformar o Castelo na sua residência de verão, adaptando e ampliando a velha fortaleza. Em 1870, com o fim do Estado Pontifício, a residência foi abandonada e esquecida, mas a assinatura dos Pactos Lateranenses (1929) Castel Gandolfo voltou a ser residência estival dos Papas. Nessa altura foram adquiridos o complexo da Villa Barberini e algumas propriedades vizinhas para dar vida à actual exploração agrícola. João Paulo II foi o primeiro Papa que passou vários períodos do ano em Castel Gandolfo e não apenas no final da primavera e verão. Costumava passar ali alguns dias a sós, principalmente após longas viagens apostólicas ou série prolongadas de audiências ou cerimónias litúrgicas. As pessoas que ali trabalham durante todo o anos são cerca de 60, entre jardineiros, tratadores de árvores, agricultores, electricistas e pessoal da manutenção. Apenas 20 pessoas, contudo, residem na propriedade. O heliporto foi inaugurado em 1963, durante uma visita de Paulo VI.
