A Cáritas Portuguesa iniciou hoje o seu peditório anual para apoiar pessoas carenciadas, que decorrerá em todo o país até dia 27 de Fevereiro. Todos os anos, na 2ª semana da Quaresma, esta instituição realiza a nível nacional, uma acção de sensibilização para a solidariedade e partilha de bens. São vários os serviços de apoio a crianças e jovens, a idosos, a portadores de HIV e a pessoas sem-abrigo, a pessoas e famílias em situação de carência social e económica. No peditório de 2004, a Cáritas recolheu 230 mil Euros, menos 9.000 Euros que no anterior. De acordo com o presidente da instituição, Eugénio Fonseca, os donativos para peditórios nacionais diminuíram nos últimos anos, devido à dificuldade em conseguir voluntários que façam a recolha e não à falta de generosidade dos portugueses. No dia Cáritas, 27 de Fevereiro, e por decisão dos bispos, o peditório das missas também reverte para este serviço da Igreja. A mensagem do presidente da Comissão Episcopal da Acção Social e Caritativa, D. José Alves, bispo de Portalegre-Castelo Branco, procura sensibilizar a população para os valores da partilha e da solidariedade. “Nos últimos tempos, a Caritas tem adquirido grande visibilidade social, mercê das frequentes intervenções públicas e da notória mobilização da sociedade civil, para acorrer a repetidas situações de emergência, tanto a nível do nosso país como a nível internacional. Caritas tem sido uma palavra repetida frequentemente pelos meios de comunicação social, ao referirem as campanhas de angariação de fundos a favor de Timor, de Moçambique, de Angola, das vítimas dos incêndios florestais em Portugal e das vítimas do tsunami no sudeste asiático”, recorda “É pela partilha dos bens que se reduzem as desigualdades, se gera a comunhão e se constrói a justiça social”, acrescenta. Notícias relacionadas • «Partilha o pão constrói a justiça» História da instituição A Cáritas Portuguesa é a federação nacional das 20 Cáritas Diocesanas distribuídas pelo território continental e regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Em conjunto, regem-se pela doutrina social da Igreja e orientam a sua acção de acordo com os imperativos da solidariedade, dando resposta às situações mais graves de pobreza, exclusão social e situações de emergência em resultado de catástrofes naturais ou calamidade pública. A Cáritas tem como objectivos a assistência em situações de emergência ou dependência, a promoção da autonomia e do desenvolvimento integral de cada ser humano e a transformação nos domínios sociais e ambientais de acordo com os valores da ética cristã. Intervém na implementação de programas de apoio materno-infantil, infanto-juvenil, terceira idade, mulheres vítimas de violência doméstica bem como na luta contra a exclusão social, em especial no apoio às minorias étnicas, comunidades de imigrantes e suas famílias, toxicodependentes, seropositivos e alcoólicos. A Cáritas Portuguesa foi criada logo após a II Guerra Mundial e teve como primeira actividade o acolhimento de crianças refugiadas. A resposta aos problemas sociais de maior gravidade foi imediatamente definida como uma das suas principais vocações. Os primeiros estatutos datam de 1956. Até ao presente a instituição conta três fases distintas: • 1ª Fase: desde a fundação até à primeira revisão dos estatutos (1975). Entre os anos 50 e 70 a actividade da Cáritas centrou-se na distribuição de géneros alimentares, doados pelos EUA no âmbito do Plano Marshall, e na promoção do acolhimento de crianças vindas do centro da Europa durante a Guerra Fria; • 2ª Fase: desde 1975 até à segunda revisão estatutária, em 2000. Implementação da promoção social através do apoio à criação de postos de trabalho; criação e funcionamento de equipamentos sociais; formação de agentes; e preparação para a actuação estrutural nos domínios do desenvolvimento local e intervenção junto de centros de decisão política; • 3ª Fase: Com a revisão estatutária de 2000 abre-se uma nova etapa na vida da Cáritas, assente na consolidação da autonomia das Cáritas Diocesanas e na promoção da clarificação e actualização dos objectivos da Cáritas no contexto da Igreja e da sociedade portuguesa. Em termos institucionais ocorreram quatro evoluções significativas: • Descentralização das diocesanas mediante a criação das respectivas Cáritas com personalidade própria; • Criação de grupos de acção social nas paróquias; • Transformação da Cáritas Portuguesa numa federação de Cáritas Diocesanas; • Integração explicita na Pastoral Social da Igreja. Recentemente a Cáritas Portuguesa assumiu a estrutura de ONGD (Organização Não Governamental de Desenvolvimento), membro da Plataforma Portuguesa das ONGD, reconhecida e registada junto do IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento). É também membro da Cáritas Internationalis, confederação das 162 organizações católicas de ajuda ao desenvolvimento e de serviço social a operarem em 201 países em todo o mundo, e da Cáritas Europa, onde estão congregadas as Cáritas nacionais dos países europeus. Fonte: www.caritas.pt
