Defesa da vida é fundamental, lembra o Bispo de Beja

D. António Vitalino, Bispo de Beja, alertou para a necessidade de todas as instituições respeitarem a vida humana “em todas as fases da sua existência”. “Desde o seu nascimento até ao seu desaparecimento, a pessoa humana, seja criança, adulta ou idosa, culta ou analfabeta, doente ou saudável, deve ser amparada em ordem a uma crescente qualidade de vida. Não se põe de parte a criança pelo facto de precisar dos cuidados dos adultos nem se elimina um idoso por já não ser elemento produtivo”, refere o prelado na sua mensagem para a Quaresma 2005. O Bispo de Beja deixa ainda uma referência especial ao tema do envelhecimento e do idoso, presente na mensagem do Papa para este tempo litúrgico, destacando que “os cristãos e a Igreja devem testemunhar ao mundo a qualidade da vida humana na maneira como acolhem e lidam com os idosos”. “Nas nossas comunidades paroquiais, grupos, movimentos e instituições sociais precisamos de cultivar relações humanas mais profundas com as pessoas nas fases mais adiantadas da vida”, aponta. Lembrando o fenómeno do envelhecimento e desertificação do Alentejo, o prelado apela a todos os agentes pastorais para integrarem os idosos na sua acção, sobretudo em tarefas de voluntariado. “Não os deixemos nas esquinas das ruas ou nos cadeirões das instituições, tristes e abandonados, à espera da morte. O idoso encerra em si um potencial enorme de maturidade de vida, que pode ser muito útil à nossa sociedade e à Igreja, frisa. D. António Vitalino lembra que muitos dos no Alentejo não tiveram iniciação cristã nem receberam os sacramentos da Igreja, pelo que pede uma aposta na sua catequese. “Nesta fase da vida, quando surgem muitas universidades para a terceira idade, porque as pessoas têm mais tempo e estão mais sensíveis aos valores culturais e espirituais, seria importante dedicar algumas das actividades de evangelização a estes irmãos idosos, preparando-os para receber a força e a consolação de Deus, o sagrado Viático para a última parte do percurso da sua vida”, adianta. Destino da renúncia quaresmal Na Quaresma deste ano o fruto das renúncias quaresmais na Diocese de Beja destinar-se-á, uma parte, para ajudar as vítimas do maremoto tsunami no Sudeste asiático, através da Caritas Internacional; e, outra parte, destina-se à Fundação Bom Samaritano, criada pela Santa Sé, para ajudar os países onde a Sida está a ser um flagelo nacional e a vitimar grande parte da população. “Sejamos generosos, pois, fazendo bem aos outros, estamos a ajudar-nos a nós mesmos no processo de construção do Reino de Jesus Cristo e da nossa configuração com Ele”, pede o Bispo local. Na Quaresma do ano de 2004 o fruto das renúncias reverteu, uma parte, em benefício da construção dum centro paroquial e igreja na ilha de Bolama, diocese de Bafatá, na Guiné; e, outra parte, para ajudar na reconstrução de algumas casas paroquiais da diocese alentejana, em paróquias pobres e sem recursos. O total entregue na Cúria Diocesana para essas finalidades foi, até ao princípio de Fevereiro de 2005, de 16.509 Euros. Notícias relacionadas • Quaresma, terceira idade e pujança de vida

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