Atropelamento durante procissão provocou duas vítimas mortais e vários feridos

Foto Rui Caria, Acidente na Ilha Terceira na noite de 14 de maio

Quatro Ribeiras, Açores, 15mai 2019 (Ecclesia) –O bispo de Angra, D. João Lavrador, deixou uma palavra de “pesar” e de “conforto”, em nome pessoal e da diocese açoriana, a todas as pessoas afetadas pelo atropelamento, durante uma procissão na noite de terça-feira, que provocou dois mortos e 13 feridos na freguesia das Quatro Ribeiras da ilha Terceira, Açores.

“A minha primeira palavra é para os familiares das vítimas mortais, para apresentar as minhas condolências e de toda a diocese, sentindo com eles o que é este infortúnio de ver perder as vidas de familiares e amigos dentro de circunstâncias que, à partida, ninguém esperaria”, disse hoje à Agência ECCLESIA o responsável pela Diocese de Angra.

D. João Lavrador transmitiu uma mensagem de conforto para “todos que perderam os seus familiares, para toda a paróquia e para os feridos: que o Senhor os restabeleça e em breve tenham as suas melhoras e restituição da sua saúde”.

O bispo de Angra promete orações por todas as vítimas e seus familiares “que agora sentem uma dor muito profunda nas suas vidas”.

“Ao mesmo tempo, gostaria de deixar esta palavra de reconhecimento a toda a paróquia, que está a sentir este forte infortúnio, com perda de vidas e feridos”, acrescentou.

O responsável pediu “prudência e muita cautela”, em todas as manifestações públicas, desejando que sejam usados “todos os meios para que não aconteçam estas situações fatídicas”.

De acordo com o portal diocesano ‘Igreja Açores’, o acidente ocorreu às 20h29 locais (mais um hora em Lisboa,) quando 50 pessoas participavam numa procissão com uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, desde a zona mais alta da freguesia para a igreja, onde iria ser celebrada uma Missa.

“Íamos atrás do andor quando de repente uma carrinha embate na multidão, matando de imediato duas pessoas. Foi horrível. Outras ficaram feridas. Não há explicação, nem sei o que estamos a sentir”, disse pároco ao portal de informação da Diocese de Angra.

“Estamos todos em estado de choque, muito consternados com tudo isto”, acrescentou o padre. Carlos Cabral.

O portal de informação da Diocese de Angra adianta que uma das vítimas mortais era emigrante no Canadá e tinha chegado há pouco tempo à Terceira.

A procissão assinalava as Aparições de Nossa Senhora, em Fátima, no dia 13 de maio de 1917.

Os quatro feridos graves do atropelamento que ocorreu esta terça-feira numa procissão, na ilha Terceira, nos Açores, continuam internados, mas em situação estável

Em comunicado, o bispo de Angra agradece às autoridades públicas, policias, protecção civil, bombeiros e aos profissionais de saúde do Hospital de Santo Espirito “pela sua pronta ajuda aos feridos”.

PR/CB/OC

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