Mensagem deixa críticas à «geopolítica mundial de domínio do capital»

Lisboa, 22 abr 2020 (Ecclesia) – O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos, que integra a Liga Operária Católica de Portugal, apela na sua mensagem para a próxima celebração do 1.º de Maio, à criação de um “modelo alternativo de vida”, menos centrado no consumo.

“Um modelo alternativo de vida, com enfoque no agroecológico sustentável e no equilíbrio e harmonia com a mãe natureza, promove diversas estratégias familiares e comunitárias de produção agrícola, pecuária, de pequena indústria, do cooperativismo, dos serviços mutuais e de comercialização coletiva dos excedentes, através dos múltiplos mercados solidários”, assinala o documento enviado à Agência ECCLESIA.

O texto, escrito este ano pelo Movimento de Trabalhadores Cristãos da Guatemala, denuncia a “ordem geopolítica mundial de domínio do capital financeiro e empresas multinacionais”, que “desregula e precariza direitos laborais, que endivida, despoja e explora os recursos naturais e culturais dos nossos povos, aumentando as migrações forçadas do sul para o norte, implementando políticas e estratégias de exclusão, marginalização, criminalização e morte”.

A mensagem alerta para as situações de pobreza extrema, exploração dos trabalhadores e destruição da natureza, antes de apontar a sinais de esperança.

“A partir desta experiência sectorial, familiar e comunitária renovamos princípios e valores que fundamentam uma nova espiritualidade da Vida: o direito à ‘Terra, ao Teto e ao Trabalho’. Caminhamos com a consciência e a certeza de que outro mundo é possível”, pode ler-se.

O MMTC recorda as “jornadas de lutas jurídicas e políticas” que permitiram avanços nas áreas de proteção social, na segurança e na economia social e solidária.

“Para o conseguir foi vital a articulação com diversos movimentos SOCIAIS, SINDICAIS E DE MULHERES; de combate à violência doméstica, ao tráfico humano e à exploração sexual; de trabalhadores/as domésticas economia informal e do serviço doméstico; de emigrantes, de camponeses e das comunidades e povos indígenas”, acrescenta a mensagem.

O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos reafirma o objetivo de “contribuir a partir do local, nacional e internacional na dignificação da vida da classe trabalhadora e na construção de uma mesa e uma casa comum, em justiça e solidariedade”.

OC

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