Cerca de 200 leigos partirão para outros países nos próximos meses em projectos de assistência, promoção social e evangelização. Entre eles estarão 9 membros do grupo Diálogos – Leigos SVD (Sociedade do Verbo Divino) para a missão. Partem em Agosto para Angola para dar continuidade ao projecto “Abrir caminhos” iniciado há dois anos. Ao longo dos últimos anos tem aumentado nos leigos portugueses o desejo de partir ao encontro de outros povos, o que tem levado ao nascimento de um número crescente de entidades de voluntariado missionário. Os leigos missionários trabalham em projectos de cooperação ou evangelização com a Igreja Católica; devem ser cristãos esclarecidos e empenhados no anúncio do Evangelho em qualquer lugar onde este seja necessário e serem profissionais competentes e disponíveis para servir o desenvolvimento das populações locais. Para além do projecto em Angola, o grupo Diálogos organiza dois outros projectos de voluntariado este Verão. O primeiro, que já se vem realizando há vários anos, é um trabalho de apoio a deficientes profundos em Fátima, de 22 a 31 de Julho. O segundo é um campo de trabalho missionário em várias aldeias da zona de Vilar Formoso (diocese da Guarda), de 26 de Agosto a 4 de Setembro. Estes dois projectos estão abertos a todos aqueles que queiram dar algum do seu tempo aos outros, independentemente de serem ou não membros do grupo Diálogos. A aventura de vender rifas e porta-chaves a desconhecidos Vender rifas e porta-chaves no Parque das Nações, em Lisboa, foi o desafio a que se propôs o grupo Diálogos – leigos missionários ligados ao Verbo Divino – e que se realizou no sábado, dia 6 de Junho, com o objectivo de angariar fundos para o projecto de voluntariado missionário que o grupo vai realizar no mês de Agosto, em Angola. O dia estava vestido de um sol escaldante e centenas de pessoas passeavam com as suas famílias e amigos à beira do rio, mas a maioria encontrava-se refastelada na relva a aproveitar as sombras. A Irmã Regina, missionária Serva do Espírito Santo andava com os porta-chaves na mão junto da Rosário que levava as rifas e ambas andavam com um sorriso de orelha a orelha, tanto que poucas pessoas resistiram às suas vendas. Assim como elas, o Nuno e a Fernanda dirigiram-se energicamente às pessoas com a maior das boas vontades, tentando criar uma aproximação com os desconhecidos por quem passavam. No entanto, à Sofia foi preciso parar para meditar sobre o sentido de estar ali, pois não conseguia ganhar ânimo para vender. Nestas ocasiões é preciso algum desprendimento para conseguir interromper as pessoas que estão no seu sossego e vender-lhes essas rifas que para o projecto são muito importantes. No entanto, quem as comprou teve apenas como garantia a palavra de quem vendeu. Quanto à reacção das pessoas, a grande maioria comprava sem desconfiar e algumas faziam questões sobre o que é grupo e a missão. Quem comprava pelo menos “5 diálogos”, ou seja, cinco rifas tinha direito a uma Agenda Jovem e os mais novos recebiam sempre um calendário escolar. Mas havia também pessoas que nem nos deixavam falar ou aproximar e outras que desconfiavam da palavra do grupo, o que era desagradável para quem tinha as melhores intenções do mundo. Entre a venda de uma rifa e um porta-chaves, o grupo ficava muitas vezes simplesmente a conversar. Conheceu-se uma jovem muda que se mostrou muito interessada em ela própria fazer o voluntariado com deficientes; houve uma conversa com uns jovens que puderam pela primeira vez conhecer a diferença entre voluntariado e voluntariado missionário; ouviu-se a história de um casal que pôde partilhar as recordações de quando vivia em Angola no tempo colonial e sentir que o país não é esquecido pelos portugueses… Entre muitas outras histórias que foram partilhadas nesta aproximação que se fez com tantos desconhecidos. Estes agora, tornaram-se eles próprios um pouco parte do Diálogos, pois permitiram mesmo o diálogo e, com o seu apoio, colocar um tijolo na construção de um mundo mais humano. Para o grupo Diálogos foi, acima de qualquer receita lucrativa, foi uma oportunidade para dar a conhecer que há jovens que, levados pelo ideal cristão, dispensam as suas férias para ir ajudar o próximo e, nem que tenha sido só por isso, de certo que o grupo passou uma mensagem. Sofia Lopes, Contacto SVD Portugal no Coração O programa televisivo Portugal no Coração, na RTP1, vai destacar o Voluntariado Missionário, na próxima quinta-feira. Em estúdio estará La Salete, Leiga Voluntária Dehoniana, que esteve em Moçambique em 2003; Maria de Fátima, do grupo Diálogos, que partirá em breve para Angola, numa Missão de curta duração, a sua primeira experiência de Voluntariado Missionário, e o Pe. Maia, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Evangelização e Culturas. Uma tarde, das 14h 40m até às 18h, para participar num programa que coloca o Voluntariado Missionário em Acção, onde se fala da Missão, da preparação e do regresso. FEC Notícias relacionadas • Verão missionário: uma história de sucesso
