Voluntariado: Confederação Portuguesa vai assinalar 19 anos e deseja ano «muito especial» para o setor no país

Direção da CPV escreveu mensagem a propósito do aniversário que celebra no próximo dia 19 de janeiro

Lisboa, 16 jan 2026 (Ecclesia) – A Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) escreveu uma mensagem a propósito do 19º aniversário, que assinala a 19 de janeiro, enviada hoje à Agência ECCLESIA, lembrando o percurso percorrido e assinalando a importância deste ano para o setor.

“A CPV deseja, que este ano, seja muito especial para o voluntariado no nosso país, desde logo, com uma participação ativa no AIV, determinado pela ONU com o lema ‘Ano Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Sustentável’”, afirma Eugénio Fonseca, da direção da CPV.

A entidade refere que ainda aguarda “indicação do governo de quem será o interlocutor estatal para a celebração deste ano, bem como, do organismo oficial que passará a ser o interlocutor deste setor”.

A mensagem faz também referência ao facto de este ser “um ano especial por ter sido atribuído pelo CEV [Centre for European Volunteering], ao Município da Maia, a designação de Capital Europeia do Voluntariado”, ao mesmo tempo que “será, também, este ano, a Capital Portuguesa do Voluntariado, distinção concedida pela CPV”.

“Felicitamos estes municípios e desejamos realizações felizes em prol do crescimento e reconhecimento do voluntariado em Portugal”, pode ler-se.

Sobre os 19 anos de história, a CPV recorda que a entidade “resultou da vontade de instituições de voluntariado ou de outras que acolhem voluntários”.

“Era necessário uma instância que representasse esta nobre prática da cidadania, que criasse condições para o seu imperioso reconhecimento na sociedade portuguesa como agente indispensável para o desenvolvimento sustentável e humanizado do nosso país e assegurasse a capacitação dos voluntários e a adequada gestão do voluntariado em cada uma das instituições”, enfatiza.

A entidade salienta que a CPV “tem outras finalidades, mas estas são as que se consideram mais emergentes”.

Atualmente, “são já 50 as confederadas que integram mais de 700 mil voluntários”, dá conta a direção, que indica que “é já significativo o caminho percorrido nas parcerias criadas, sendo de salientar a boa colaboração” que sempre manteve “com o organismo estatal, entretanto extinto – CASES”.

A Confederação Portuguesa do Voluntariado ressalta ainda “a criação ou o apoio a ações de formação inicial dos candidatos a voluntários” como “outras das opções nos últimos anos, bem como o reconhecimento de boas práticas, através da atribuição do selo de qualidade”.

“A colaboração com as autarquias, nomeadamente, com os Bancos Locais de Voluntariado tem tido, nos Encontros Intermunicipais de Voluntariado, uma expressão concreta do crescimento desta incontornável parceria”, escreve Eugénio Fonseca.

A CPV realça ainda a “relação com entidades congéneres internacionais” como uma das conquistas do trajeto, “sendo já efetivos as parcerias com o Centro Europeu do Voluntariado (CEV), o IAVE- Associação Internacional para o Trabalho Voluntário, a Plataforma do Voluntariado de Espanha e o Conselho Nacional do Voluntariado de Moçambique”.

A direção da entidade concluiu a mensagem a desejar “felicitações a todas as confederadas e seus voluntários, bem como a todos os que já fizeram esta opção de cidadania, na esperança de que mais portugueses possam escolher esta via como contributo para um país mais inclusivo e sustentável”.

A CPV tem como finalidade representar os voluntários de Portugal e as respetivas organizações, quaisquer que sejam os seus domínios de atividade e contribuir para a defesa dos respetivos direitos e interesses.

LJ
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