A Igreja Ortodoxa da Grécia opõe-se a uma visita do seu chefe, o Patriarca Christodoulos, ao Vaticano, prevista para o próximo mês de Novembro. O Santo Sínodo, órgão colegial dirigente da Igreja, reuniu-se na semana passada e apenas 15 prelados votaram a favor de tal visita contra 42 que pediram “uma exame posterior e em profundidade”. Esta não é uma situação virgem nas relações entre o Papa e as Igrejas Ortodoxas nacionais da Europa. Após a sua visita à Roménia, em 1999, João Paulo II convidara o Patriarca Teoctist da Igreja Ortodoxa da Roménia a deslocar-se ao Vaticano, algo que só aconteceu anos depois e a título pessoal, não como Patriarca romeno. A Igreja grega é abertamente anti-papista e ainda não digeriu a visita de João Paulo II a Atenas, em Maio de 2001. O Papa é acusado de ter agido contra os “irmãos sérvios ortodoxos”.
