Vida: «Quando outros veem problema social ou um custo económico», Federação Portuguesa pela Vida vê «dignidade» – D. Rui Valério

Patriarca de Lisboa celebrou eucaristia na Basílida da Estrela e indicou trabalho pela defesa da vida como «exercício de reconhecimento espiritual»

Foto: Agência ECLESIA/LFS

Lisboa, 17 jan 2026 (Ecclesia) – D. Rui Valério disse hoje que defender a vida “não é apenas um conceito biológico”, e que o “Espírito ajuda a discernir a dignidade”, quando “outros veem apenas um problema social ou um custo económico”.

“Para vós, que na Federação Portuguesa pela Vida lutais por cada sopro de existência, esta é a vossa missão: ser como João Batista. No meio da pressa que descarta os ‘inúteis’ e da cegueira que ignora a dignidade do embrião ou do doente terminal, sois chamados a ter este olhar de atenção e disponibilidade ao real”, assinalou o patriarca de Lisboa, numa celebração, na Basílica da Estrela, junto da Federação Portuguesa pela Vida.

O responsável lamentou, na homilia enviada hoje à Agência ECCLESIA, o ”mundo da pressa e da eficiência”, para quem “um corpo limitado é um erro; uma vida dependente é um fardo”.

“Quem está embebido do Espírito, essa mesma vida é um lugar teológico. Não reconhecemos a dignidade do outro por ele ser forte, saudável ou consciente; reconhecemo-la porque o Espírito em nós nos revela que aquele ‘tu’ é, como nós, um enxerto da eternidade”, sublinhou.

Saudando o trabalho da Federação portuguesa pela Vida, D. Rui Valério afirmou não se tratar de “mera assistência ética”, mas de um “exercício de reconhecimento espiritual”.

“É dizer ao mundo que a vida não se mede pela performance do átomo, mas pela presença do Sopro. Quem é iluminado pelo Espírito Santo torna-se incapaz de ignorar a luz alheia, por mais ténue que ela pareça aos olhos da ciência materialista”, finalizou.

Fundada em 2002, a Federação Portuguesa pela Vida é uma instituição que reúne em vínculo federativo Associações e Fundações que tenham por objeto e finalidade a defesa da Vida Humana, desde o momento da conceção até à morte natural, a promoção da dignidade da Pessoa Humana e o apoio à Família e à Maternidade.

LS

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